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Dívida técnica em cibersegurança coloca organizações em risco crescente

Novo estudo da CISOs Connect destaca como falhas acumuladas ao longo de décadas aumentam vulnerabilidades e ineficiências nas empresas

11/03/2025

Dívida técnica em cibersegurança coloca organizações em risco crescente

A CISOs Connect, comunidade exclusiva para diretores de segurança da informação, divulgou um novo relatório que alerta para os perigos da chamada “dívida de cibersegurança” – o acumular de medidas de segurança desatualizadas ou mal configuradas ao longo das últimas três décadas.

O documento, intitulado CISOs Investigate: Cybersecurity Debt, foi elaborado por dez CISO de organizações líderes, incluindo a Penn State University, Hard Rock e PGA Tour Superstores, com o patrocínio da Nagomi Security. O relatório analisa as causas desta dívida, os seus impactos ocultos e estratégias para mitigar os riscos.

“A dívida de cibersegurança é um dos desafios mais urgentes que as equipas de segurança enfrentam hoje”, afirmou Robert Turner, CISO da Penn State University e editor executivo do estudo. “Durante décadas, novas ferramentas e processos foram sobrepostos aos antigos sem resolver as lacunas subjacentes. Este relatório traz insights práticos de líderes de segurança que compreendem que esta dívida é um risco comercial, não apenas um problema técnico”, afirmou.

A pesquisa destaca que, apesar do aumento contínuo dos investimentos em cibersegurança, muitas empresas continuam tão vulneráveis quanto há dez anos. “Mais gastos não equivalem a melhor segurança”, alertou Emanuel Salmona, CEO da Nagomi Security. De acordo com o especialista, as organizações criaram um ecossistema fragmentado de ferramentas e processos que “tornam quase impossível provar a eficácia da segurança”, disse.

Diferente de outros estudos influenciados por fornecedores, o CISOs Investigate: Cybersecurity Debt apresenta uma análise independente, baseada na experiência de especialistas do setor. Lock Langdon, CISO da Aprio, sublinha a importância desta abordagem: “o facto de ser um relatório neutro em relação a fornecedores cimenta o seu impacto” o que permite às organizações compreender a dimensão real do problema e como solucioná-lo.

O relatório sugere um plano estratégico para lidar com a dívida de cibersegurança através de recomendações práticas para reduzir vulnerabilidades, melhorar a eficiência e recuperar o controlo da proteção digital.


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