News
Portugal registou 2.407 ciberataques semanais por organização em maio, acima da média mundial, enquanto os ataques de ransomware cresceram 48% a nível global
18/06/2026
|
O ransomware continua a ganhar terreno no panorama global de ciberameaças. Segundo o mais recente relatório da Check Point Research, os ataques deste tipo cresceram 48% em maio face ao mesmo período de 2025, atingindo o valor mais elevado registado em 2026. No total, foram divulgados 698 incidentes de ransomware durante o mês, com as empresas de serviços a concentrarem 35% dos casos reportados, seguidas pelos setores do retalho e da indústria. A América do Norte representou 49% dos ataques, enquanto a Europa concentrou 22% e a região Ásia-Pacífico 19%. Só os Estados Unidos representaram 43% das vítimas publicamente identificadas. Apesar de o volume global de ciberataques ter registado uma ligeira desaceleração em maio, com uma média de 2.055 ataques semanais por organização, menos 7% do que em abril, a atividade continua acima dos níveis do ano passado, com um crescimento homólogo de 2%. “Os números de maio demonstram que uma redução temporária do volume de ataques não significa uma diminuição do risco. Os cibercriminosos continuam a adaptar-se constantemente, alterando técnicas, ferramentas e momentos de ataque”, afirma Omer Dembinsky, Data Research Manager da Check Point Research. Em Portugal, a situação mantém-se particularmente exigente. As organizações nacionais registaram uma média de 2.407 ciberataques semanais, um aumento de 7% face ao ano anterior e um valor superior à média mundial. Os setores mais visados em território nacional foram Educação, Governo, Serviços Financeiros, Telecomunicações, Empresas de Serviços, Retalho e Indústria. A predominância dos setores da Educação e da Administração Pública acompanha a tendência observada a nível internacional. Globalmente, a Educação voltou a ser o setor mais atacado, com uma média de 4.641 ataques semanais por organização, seguida pelo Governo (2.620) e pelas Telecomunicações (2.583). A Check Point destaca ainda o aumento dos ataques em setores como Agricultura (+51%), Hotelaria, Turismo e Lazer (+24%) e Construção e Engenharia (+23%). A América Latina manteve-se como a região mais atacada do mundo, com uma média de 3.149 ataques semanais por organização e um crescimento anual de 13%. O relatório alerta igualmente para os riscos associados à utilização crescente de ferramentas de Inteligência Artificial (IA) generativa. Segundo a análise da Check Point Research, um em cada 25 prompts submetidos em ambientes empresariais apresenta elevado risco de fuga de informação sensível, enquanto 91% das organizações que utilizam regularmente estas ferramentas já foram expostas a este tipo de risco. Os investigadores concluíram ainda que 22% dos prompts continham informação potencialmente sensível, com as empresas a utilizarem, em média, nove ferramentas de IA generativa diferentes e cada colaborador a gerar cerca de 70 prompts por mês. “O crescimento dos ataques e a pressão crescente sobre setores críticos reforçam a necessidade de uma abordagem preventiva, suportada por IA e por plataformas de segurança capazes de antecipar e bloquear ameaças antes de estas causarem impacto”, referiu Rui Duro, Country Manager da Check Point Software em Portugal. |