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A crescente utilização empresarial de inteligência artificial está a criar novos riscos de segurança. shadow AI, fuga de dados e compliance estão entre as preocupações identificadas pela Fortinet
Por Rui Damião . 16/09/2026
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A adoção acelerada de Inteligência Artificial (IA) nas organizações está a aumentar a exposição a novos riscos de segurança, numa altura em que colaboradores, programadores e equipas de negócio recorrem cada vez mais a ferramentas externas e aplicações baseadas nesta tecnologia. A análise foi apresentada por Rui Branco, Manager Systems Engineering da Fortinet Portugal, num encontro da Fortinet com jornalistas, realizado a 16 de setembro, em antecipação ao Fortinet Security Day, que decorre no dia seguinte, em Lisboa. Segundo o responsável, 2026 deverá marcar o momento em que a IA passa a assumir um papel essencial nas organizações. A Fortinet identifica a chamada shadow AI como um dos principais desafios. O conceito refere-se, neste contexto, à utilização de ferramentas e serviços de IA sem conhecimento ou supervisão das áreas responsáveis pela segurança e governação. Esta utilização pode expor código-fonte, propriedade intelectual, desenhos e dados de clientes a modelos externos. A empresa aponta igualmente riscos de fuga de dados e de incumprimento regulamentar, com potenciais consequências legais e reputacionais. A questão ganha relevância perante a incorporação de IA em aplicações por parte dos programadores e a utilização de informação gerada por estes sistemas para apoiar decisões de negócio. Para a Fortinet, inovação e segurança tornam-se, neste cenário, dimensões que têm de ser tratadas em conjunto. Na apresentação, a tecnológica defendeu a necessidade de mecanismos de controlo que permitam às equipas de segurança, áreas jurídicas e responsáveis de negócio acompanhar as iniciativas de IA e assegurar o respetivo compliance. O tema surge num ano em que a Fortinet assinala 15 anos de atividade em Portugal. A empresa conta atualmente com mais de 50 colaboradores no país e, desde 2022, mantém em território nacional um centro de suporte técnico (TAC) para a região EMEA. Estão previstas novas contratações para a operação portuguesa. |