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A Google, o FBI e parceiros internacionais desmantelaram a rede de proxies residenciais NetNut, que explorava mais de dois milhões de dispositivos comprometidos para ocultar ataques informáticos
06/07/2026
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A Google, o FBI e várias entidades internacionais coordenaram uma operação para desmantelar a NetNut, uma rede de proxies residenciais utilizada por cibercriminosos e grupos de ciberespionagem para ocultar a origem dos seus ataques. Também conhecida como Popa, a infraestrutura era composta por mais de dois milhões de dispositivos Android comprometidos, incluindo televisores inteligentes e dispositivos de streaming, infetados através de aplicações adulteradas e do malware Badbox 2.0. Segundo a Google, a rede era operada por uma entidade associada à empresa israelita Alarum Technologies, que alugava o acesso aos proxies a diferentes atores maliciosos. A tecnológica afirma ter identificado, apenas durante uma semana de junho, 316 grupos distintos de ameaças a recorrerem à NetNut para ocultar a sua localização em ataques de password spraying e para aceder a sistemas comprometidos. No âmbito da operação, a Google desativou contas e serviços utilizados para comando e controlo da infraestrutura, desmantelando parte da sua operação. A empresa bloqueou ainda as aplicações maliciosas através do Google Play Protect, notificou automaticamente os utilizadores afetados e partilhou informação de inteligência com parceiros da indústria e autoridades. A tecnológica considera que a operação reduziu significativamente a capacidade da NetNut, retirando milhões de dispositivos da rede e afetando o seu modelo de negócio. Segundo a Google, a NetNut não comercializava apenas os seus próprios serviços, disponibilizando também um programa de revenda que permitia a outras marcas oferecerem acesso à infraestrutura sob a sua própria identidade. A operação surge poucos meses depois da desativação da rede IPIDEA e, segundo a Google, faz parte de uma estratégia mais ampla para interromper o ecossistema de fornecedores de proxies residenciais utilizados em atividades maliciosas. A empresa refere que, quando uma destas redes perde capacidade, é frequente recorrer aos serviços de operadores concorrentes, tornando necessária uma abordagem coordenada para desmantelar infraestruturas interligadas. |