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A Qualys passou a integrar programas da OpenAI e da Anthropic para desenvolver novas soluções de gestão de risco e remediação autónoma de vulnerabilidades baseadas em inteligência artificial
26/06/2026
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A Qualys anunciou a participação em dois programas dedicados ao desenvolvimento de novas abordagens de cibersegurança baseadas em Inteligência Artificial (IA). A empresa passa a integrar o programa Trusted Access for Cyber (TAC), da OpenAI, e o projeto Glasswing, da Anthropic, com o objetivo de desenvolver tecnologias de gestão de risco e remediação automatizada de vulnerabilidades. Segundo a empresa, a colaboração vai permitir explorar novas formas de aplicar modelos avançados de IA na validação de vulnerabilidades, priorização de riscos e automatização de processos de resposta a incidentes. Para Dilip Bachwani, vice-presidente e CTO da Qualys, o foco da indústria está a mudar. “Nos últimos dois anos, o setor da cibersegurança dedicou grande parte do seu tempo a debater a forma como os atacantes poderiam utilizar a IA, mas o essencial é que os defensores têm agora a oportunidade de alterar a conjuntura dos riscos. A questão não é saber se a IA influencia a cibersegurança, mas sim se a podemos utilizar para ajudar as equipas de segurança a atuar com maior rapidez, passando da revisão manual e da gestão de incidências para a validação, priorização e correção contínuas e automatizadas”, afirma. A Qualys considera que a crescente utilização da inteligência artificial no desenvolvimento de software e na identificação de vulnerabilidades exige uma nova geração de ferramentas capazes de operar à mesma velocidade. Neste contexto, soluções como o Claude Code Security, desenvolvido pela Anthropic, e o Codex Security, da OpenAI, representam uma nova categoria de ferramentas de análise de código-fonte baseadas em IA, capazes de identificar vulnerabilidades com maior profundidade do que as soluções tradicionais de análise estática de código (SAST). Contudo, a empresa sublinha que a simples identificação de vulnerabilidades não elimina o risco. A gestão eficaz depende da capacidade para associar cada vulnerabilidade a ativos concretos, eliminar duplicações, definir prioridades e automatizar a remediação. No âmbito do programa TAC da OpenAI, a Qualys irá utilizar a sua tecnologia TruConfirm para validar automaticamente exploits recorrendo à inteligência artificial, enquanto a plataforma TruRisk Eliminate será utilizada para automatizar processos de remediação, aplicação de correções e mitigação de vulnerabilidades. No projeto Glasswing, desenvolvido pela Anthropic, a empresa já começou a trabalhar com o modelo Mythos Preview para criar novas capacidades de análise inteligente que permitam aumentar a visibilidade sobre vulnerabilidades, melhorar a priorização dos riscos e acelerar os processos de resposta. Segundo a Qualys, estas iniciativas representam um passo importante na evolução da cibersegurança para modelos mais autónomos, em que a inteligência artificial não se limita a identificar problemas, mas participa ativamente na validação e resolução dos riscos. |