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Autoridades russas dizem ter bloqueado milhares de ciberataques durante as eleições legislativas, ocorridas entre 18 e 20 de setembro. Não foram apresentadas provas técnicas sobre a origem das ações
21/09/2026
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As autoridades russas reportaram milhares de ciberataques contra sistemas de votação eletrónica e outras infraestruturas digitais durante os três dias das eleições para a Duma Estatal, realizadas entre 18 e 20 de setembro. De acordo com declarações prestadas à agência de notícias russa Interfax, Oleg Kachanov, vice-ministro russo do Desenvolvimento Digital, afirmou que os serviços de cibersegurança bloquearam cerca de dois mil ataques e outras tentativas de interferência contra a plataforma federal de votação eletrónica e a infraestrutura de governo eletrónico. Segundo o responsável, os incidentes não provocaram interrupções e o novo sistema de administração eleitoral Vybory 2.0 manteve-se operacional. Dados divulgados pela Comissão Eleitoral Central (CEC) apontam também para milhares de vagas de ataques distribuídos de negação de serviço (DDoS) contra a infraestrutura digital utilizada nas eleições. Ella Pamfilova, presidente da CEC, afirmou que mais de mil vagas tinham sido registadas até à tarde de 20 de setembro, incluindo mais de 120 contra a votação eletrónica. A Roskomnadzor, entidade reguladora russa das comunicações, contabilizou mais de 1.500 ataques DDoS provenientes do exterior contra recursos da CEC, sistemas de votação eletrónica, serviços públicos digitais e sistemas de TI de Moscovo. O regulador identificou ainda campanhas de phishing que imitavam recursos eleitorais oficiais. As autoridades russas atribuíram parte da atividade a fontes no estrangeiro e apontaram vários países, incluindo a Ucrânia e o Reino Unido. No entanto, não divulgaram elementos técnicos suficientes para permitir uma verificação independente dessas atribuições. Pamfilova afirmou ainda que os atacantes recorreram a ferramentas de Inteligência Artificial. Moscovo, que utiliza uma plataforma de votação eletrónica distinta do sistema federal, registou igualmente problemas. Dmitry Reut, vice-presidente da Comissão Eleitoral da Cidade de Moscovo, confirmou ataques contra a plataforma e contra o registo eletrónico de eleitores utilizado na emissão de boletins em papel. Os incidentes ocorreram na primeira eleição federal a utilizar o Vybory 2.0, que começou este ano a substituir a anterior plataforma de administração eleitoral. Os alegados ciberataques surgem também depois de um grupo de hackers ter afirmado, antes da votação, que conseguiu aceder a sistemas da CEC e de entidades envolvidas no desenvolvimento da infraestrutura eleitoral. |