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Durante anos, a autenticação multifator (mfa) foi aclamada como a barreira intransponível contra o acesso não autorizado.
01/10/2025
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No entanto, uma investigação da Varonis revela uma nova e preocupante técnica, o "Cookie-Bite", que desafia essa confiança. Ao explorar o furto de cookies de sessão, atacantes conseguem contornar a MFA e manter acesso persistente a aplicações na cloud críticas como Microsoft 365, Outlook ou Teams, sem a necessidade de credenciais adicionais. Este artigo explora o funcionamento do Cookie- Bite, o seu impacto devastador e as estratégias de mitigação essenciais para as organizações. Como funciona o cookie-bite: a apropriação da identidade digitalO Cookie-Bite baseia-se no furto de cookies, pequenos fragmentos de dados que validam a autenticação de um utilizador. Uma vez na posse destes cookies, os atacantes podem realizar o sequestro de sessão, assumindo a identidade do utilizador legítimo e tornando-se praticamente indetetáveis pelos mecanismos de autenticação tradicionais. Os investigadores da Varonis identificaram várias táticas para comprometer estes cookies:
Impacto para as organizações: a invisibilidade do perigoO maior perigo do Cookie-Bite reside na sua invisibilidade. Para os sistemas de autenticação, a sessão comprometida parece perfeitamente legítima. Isto significa que, mesmo com a MFA ativa, os atacantes podem:
Na prática, um atacante com acesso a emails e plataformas de colaboração pode manipular comunicações internas, lançar campanhas de phishing altamente direcionadas ou exfiltrar informações críticas sem ser detetado. Esta capacidade de permanecer oculto representa uma ameaça significativa à integridade dos dados e à segurança operacional. Porque a MFA já não chega: o paradigma da segurança pós-autenticaçãoA MFA continua a ser um componente essencial de uma estratégia de segurança robusta, mas a investigação da Varonis demonstra que não é suficiente por si só. O problema não reside na autenticação inicial, mas sim no que acontece após o login. Se um atacante obtiver um cookie válido, esse "passe" digital permite-lhe circular livremente dentro do ambiente da cloud, contornando os controlos tradicionais. Por isso, a questão central já não é apenas autenticar, mas investir proativamente em segurança pós-autenticação. Mitigação: UEBA e defesa em camadas – A estratégia abrangenteA investigação da Varonis sublinha a importância de uma abordagem de defesa em camadas, que combine prevenção robusta com deteção contínua e adaptativa. Entre as medidas essenciais destacam-se:
A plataforma da Varonis integra estas capacidades, oferecendo visibilidade abrangente sobre dados sensíveis, monitorização de sessões e deteção comportamental avançada. Desta forma, as equipas de segurança conseguem identificar acessos suspeitos em tempo útil e prevenir que um simples cookie se transforme num ataque persistente e devastador. ConclusãoO Cookie-Bite demonstra de forma clara como os atacantes continuam a inovar para explorar pontos cegos na segurança na cloud. Confiar apenas no MFA já não é suficiente: as organizações precisam de olhar para além do login e garantir mecanismos eficazes de deteção pós-autenticação. Tal como mostra a investigação da Varonis, sem uma estratégia sólida de defesa em camadas, um simples cookie pode ser o bilhete de entrada para ataques persistentes e devastadores, com consequências severas para a confidencialidade, integridade e disponibilidade dos dados empresariais. A vigilância e a adaptação contínua são cruciais para proteger o ambiente digital em constante evolução. O que fazer a seguir?Descubra como pode continuar a sua jornada para reduzir o risco de dados na sua empresa:
Conteúdo co-produzido pela MediaNext e pela Varonis |