Threats

Uma em cada três falhas críticas continua por corrigir

Um estudo da Verizon realizado através de dados da Qualys revela que 35% das vulnerabilidades críticas permanecem abertas um mês após serem identificadas

25/05/2026

Uma em cada três falhas críticas continua por corrigir

Cerca de 35% das vulnerabilidades críticas continuam por corrigir 28 dias após serem identificadas, segundo o mais recente relatório de investigação sobre violações de dados (DBIR) da Verizon, desenvolvido com base em dados da Qualys.

O estudo analisou mais de mil milhões de registos anónimos associados ao catálogo de vulnerabilidades ativamente exploradas (KEV) da CISA e conclui que os modelos tradicionais de remediação já não conseguem acompanhar o ritmo crescente das ameaças.

Segundo o relatório, 9% das vulnerabilidades críticas permanecem abertas a longo prazo, o equivalente a cerca de 47 milhões de instâncias sem resolução efetiva nos atuais modelos operacionais.

A investigação mostra que as organizações estão a corrigir mais vulnerabilidades do que nunca, mas continuam a perder terreno face ao aumento exponencial da superfície de ataque. Nos últimos quatro anos, o volume de vulnerabilidades associadas ao catálogo KEV multiplicou-se por 7,7, passando de 68,7 milhões para 527,3 milhões de instâncias. Em paralelo, o número de vulnerabilidades pendentes após 28 dias aumentou de 31 milhões para 184 milhões.

O relatório descreve este fenómeno como “uma passadeira que acelera constantemente”, onde as equipas de segurança trabalham mais rapidamente, mas o crescimento das ameaças continua a superar a capacidade operacional disponível.

Apesar disso, os dados mostram que o desempenho operacional das equipas não piorou. O tempo médio entre a deteção e a correção de vulnerabilidades manteve-se nos nove dias e o volume absoluto de falhas corrigidas foi superior ao de anos anteriores.

Segundo a análise, o principal problema é estrutural: os modelos baseados em validação manual, janelas de manutenção e processos humanos deixaram de conseguir escalar ao ritmo necessário.

O relatório identifica ainda organizações com melhores resultados graças à adoção de estratégias de remediação proativa baseadas em priorização de risco, inteligência contextual e análise comportamental. Ainda assim, mesmo estes modelos começam a mostrar sinais de pressão crescente.

Durante 2025, foram corrigidas preventivamente 63,7 milhões de vulnerabilidades antes da sua inclusão no catálogo KEV, mais 30% do que no ano anterior. No entanto, a taxa de remediação proativa caiu de 16,6% para 12,1%, devido ao crescimento de 78% da carga total de trabalho.

Estes dados refletem a necessidade urgente de uma mudança arquitetónica profunda baseada na automatização e na remediação autónoma”, afirma Sergio Pedroche, Country Manager da Qualys Iberia.


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