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Fujifilm: “Para recuperar dados de há 20, 30 anos, o backup e a cloud não são suficientes” (com vídeo)

Durante a IT Security Conference, Fernando Mendes, Project and Business Development Manager da Fujifilm, apresentou as soluções sustentáveis da empresa baseadas em tecnologia de tape, que visam assegurar a segurança e soberania de dados em ambientes de cloud híbrida e multicloud

28/10/2025

Fujifilm: “Para recuperar dados de há 20, 30 anos, o backup e a cloud não são suficientes” (com vídeo)

No palco da IT Security Conference, Fernando Mendes, Project and Business Development Manager da Fujifilm, apresentou o tema “Fujifilm Solutions for Key Business Concerns in Hybrid and Multicloud Environments: Ensuring Security, Data Sovereignty, and Reducing the Carbon Footprint of Organizations”, numa intervenção centrada em como as empresas podem garantir segurança, soberania de dados e sustentabilidade em ambientes de cloud híbrida e multicloud.

Devido à situação política atual, e às exigências de segurança das infraestruturas críticas, o orador considera as formas de armazenamento de dados seguras “são a última linha de defesa”das empresas. Para o Project and Business Development Manager, “o backup e a cloud não são arquivos”, reforçando que os utilizadores não são “cientistas” que vão verificar o que se passou na tape e “perceber o que se passou lá”.

Resgatar o valor do arquivo

A Fujifilm tem como foco a criação, investigação e desenvolvimento de tape. “As tecnologias que desenvolvemos são para criar e encontrar o tal desafio que existe no mercado e cada vez mais se vê que o arquivo nunca foi o foco”, afirmou Fernando Mendes. Ao trabalhar com universidades, hospitais, governos e diferentes tipo de entidades, o orador aprendeu que “para recuperar dados de há 20, 30 anos , o backup e a cloud não são suficientes”.

As soluções de tape da Fujifilm incluem diversos produtos que se conectam entre si nas infraestruturas. Os protocolos utilizados pela organização são compatíveis com todos os sistemas: “Esses sistemas depois garantem uma maneira de gravar a informação durante 20, 30 anos ou mais em que pode ter acesso sem ter a software necessária”, esclareceu.

Tempo, testes e terabytes

Fernando Mendes explicou que cada empresa necessita de realizar os seus próprios testes para perceber que falhas poderão existir com a implementação de tape na sua organização. “Nós temos esses desafios”, clarificou o orador, mencionando as soluções de Linear Tape-Open (LTO) da Fujifilm, que podem chegar até aos 580 terabytes de armazenamento. Neste tipo de soluções, de acordo com o responsável, é possível gravar dados por mais do que 50 anos.

O crescimento da inteligência artificial também tem influenciado a melhoria das soluções de armazenamento de dados: “O crescimento de um Large Language Model para comparar com as instruções que foram dadas para dar o resultado, e depois precisa do modelo velho e do modelo novo”, explica o orador. Segundo Fernando Mendes, colocar essa informação toda num Cloud Storage “é muito caro”.

Entre a cloud e a realidade

O orador elencou alguns dos desafios encontrados pela empresa fabricante de tape no mercado “seja a cibersegurança, soberania de dados e também a complexidade de integrar e de perceber como funciona a infraestrutura”. Para o orador, isto é algo simples de completar, mas até realmente ficar sabido pelas pessoas é algo que pode demorar algum tempo.

Na sua apresentação, o orador mencionou que grande parte dos desafios e problemas encontrados no mercado não estão relacionados com falhas técnicas, mas com falhas humanas. Em Portugal, diversas instituições sofreram ciberataques e fizeram os possíveis para manter as suas informações protegidas. Fernando Mendes explicou que “nem sempre as soluções são criadas para existir uma maneira de gravar os dados assim que eles são protegidos”, sendo que a única coisa que é realmente necessária de proteger será um air gap, uma cópia dos dados existente fora da rede.

Sustentabilidade com memória

Na reta final da sua intervenção, o orador destacou as soluções inovadoras que a empresa oferece para o armazenamento e preservação de dados a longo prazo. Sublinhou a importância da fiabilidade e da sustentabilidade neste processo. “Temos soluções que são on-premises, porque na Alemanha temos um centro de dados onde gravamos informação para empresas, mas muitas vezes as empresas não podem entregar os seus dados”, explicou.

Numa perspetiva mais técnica, o representante da empresa destacou a importância do armazenamento em fita magnética como alternativa fiável aos discos tradicionais. “Um tape tem 100 mil mais vezes de consistência do que um disco”, referiu. A solução permite integrar diferentes fontes de dados e criar cópias adicionais em cloud, conforme as necessidades de cada cliente.


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