News

Base europeia de vulnerabilidades entra em operação

Nova base de dados pública da GCVE aposta num modelo descentralizado para reforçar a soberania digital europeia e reduzir a dependência de plataformas norte-americanas

20/01/2026

Base europeia de vulnerabilidades entra em operação

A Europa passou a dispor de uma nova base de dados pública de vulnerabilidades de segurança informática. A db.gcve.eu, lançada pela iniciativa GCVE – Global Cybersecurity Vulnerability Enumeration, já está operacional e pretende oferecer uma alternativa aberta e descentralizada aos sistemas tradicionais de catalogação de falhas de segurança, como o CVE, largamente utilizado a nível global.

O lançamento surge na sequência das preocupações levantadas em 2025 com a possibilidade de descontinuação do programa Common Vulnerabilities and Exposures (CVE), um cenário que expôs a dependência do ecossistema europeu de infraestruturas críticas sediadas nos Estados Unidos. Esse episódio funcionou como catalisador para a criação de soluções alternativas focadas na autonomia e resiliência digital.

A base de dados da GCVE foi concebida para facilitar o reporte, a identificação e a partilha de vulnerabilidades, reunindo informação proveniente de múltiplas fontes públicas. Entre estas estão os contributos do modelo GCVE Numbering Authority (GNA), que substitui a atribuição centralizada de identificadores por um sistema distribuído, permitindo que diferentes entidades publiquem identificadores de vulnerabilidades de forma autónoma.

Atualmente, a plataforma integra mais de vinte e cinco fontes de dados distintas, incluindo outros repositórios reconhecidos de vulnerabilidades. Toda a informação recolhida é normalizada, estruturada e disponibilizada para pesquisa, facilitando a análise transversal de falhas de segurança em diferentes produtos e ecossistemas tecnológicos.

Um dos elementos centrais da db.gcve.eu é a sua API aberta, que permite a integração direta com ferramentas de conformidade, gestão de risco e monitorização de segurança. Esta funcionalidade foi pensada para apoiar responsáveis de segurança, equipas de resposta a incidentes (CSIRT), investigadores, fornecedores de software e comunidades de código aberto na avaliação e acompanhamento contínuo de vulnerabilidades.

Com esta abordagem descentralizada, a GCVE pretende não só acelerar a divulgação de informação crítica de segurança, mas também reforçar a soberania digital europeia, promovendo um modelo mais distribuído, resiliente e alinhado com as necessidades do ecossistema de cibersegurança na Europa.


NOTÍCIAS RELACIONADAS

RECOMENDADO PELOS LEITORES

REVISTA DIGITAL

IT SECURITY Nº28 FEVEREIRO 2026

IT SECURITY Nº28 FEVEREIRO 2026

NEWSLETTER

Receba todas as novidades na sua caixa de correio!

O nosso website usa cookies para garantir uma melhor experiência de utilização.