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As previsões da IDC apontam para crescimento de 11,8% e para um mercado de 430 mil milhões até 2029, impulsionados pela adoção crescente de plataformas de segurança baseadas em IA e pela necessidade de responder a ameaças cada vez mais sofisticadas
04/03/2026
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O investimento global em cibersegurança deverá atingir os 308 mil milhões de dólares em 2026, registando um crescimento anual de 11,8%, de acordo com as mais recentes previsões no Worldwide Security Spending Guide da IDC. A consultora estima ainda que o mercado global de segurança possa alcançar os 430 mil milhões de dólares até 2029, refletindo o aumento da complexidade das ameaças digitais e a crescente adoção de plataformas de segurança baseadas em Inteligência Artificial (IA). Segundo a IDC, o software continuará a representar o maior segmento de investimento, concentrando mais de metade de todo o gasto global em segurança em 2026. As categorias de Identity and Access Management (IAM), Endpoint Security e Security Analytics deverão representar também mais de metade do investimento total em software de segurança, à medida que as organizações procuram melhorar a visibilidade sobre os seus ambientes digitais e prevenir violações de dados. O software será igualmente o segmento com crescimento mais rápido, com uma taxa estimada de 14% em 2026. Entre as tecnologias que deverão registar maior expansão destacam-se as plataformas Cloud Native Application Protection (CNAPP), soluções de gestão de identidades e acessos e ferramentas de proteção de informação e dados, consideradas essenciais para proteger cargas de trabalho de IA, validar identidades de utilizadores e sistemas automatizados e garantir a segurança de dados num contexto de ameaças cada vez mais sofisticadas. No campo dos serviços, os Managed Security Services deverão registar o crescimento mais elevado, uma tendência associada à escassez global de talento especializado em cibersegurança e à crescente complexidade dos ambientes tecnológicos. “As organizações estão a mover-se além de ferramentas isoladas de segurança para arquiteturas mais integradas e orientadas por inteligência, à medida que a complexidade das ameaças, a pressão regulatória e a adoção de IA se intensificam”, afirma Monika Soltysik, senior research analyst de Security & Trust na IDC. “O investimento está cada vez mais focado em tecnologias que melhoram a visibilidade, automatizam a resposta e reforçam a proteção de identidades e dados em ambientes híbridos e cloud”. Em termos geográficos, os Estados Unidos deverão liderar o investimento global em segurança em 2026, com cerca de 150 mil milhões de dólares. A Europa Ocidental ocupará a segunda posição, com 69 mil milhões de dólares, impulsionada por requisitos regulatórios mais exigentes, incluindo o NIS2, o DORA e o AI Act. A região Ásia-Pacífico (APeJC) deverá ocupar o terceiro lugar, com 26 mil milhões de dólares, impulsionada pela rápida transformação digital e pela crescente adoção de cloud. Por setores, os maiores níveis de investimento em segurança deverão concentrar-se na banca, administração pública central e mercados de capitais, seguidos pelas telecomunicações e pelos prestadores de cuidados de saúde. Em conjunto, estas cinco indústrias deverão representar mais de um terço do investimento global em cibersegurança em 2026. Entre os setores com crescimento mais acelerado destacam-se os mercados de capitais, media e entretenimento e as empresas de software e serviços de informação. A crescente exposição a ransomware, fraude e ataques potenciados por IA está a levar estas organizações a reforçar estratégias baseadas em zero trust, deteção avançada de ameaças e automação de conformidade regulatória. “O aumento contínuo das ciberameaças e da pressão regulatória continuará a impulsionar a procura global por capacidades de cibersegurança resilientes e conformes”, afirma Stefano Perini, research manager de Market & Industries na IDC. “O crescimento do investimento será mais forte nas indústrias onde proteger dados sensíveis, propriedade intelectual e infraestruturas críticas é essencial, mas também será significativo entre pequenas e médias empresas, que estão a perceber que a segurança é um facilitador crítico do negócio”. |