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Relatório aponta que o investimento público global em ciberdefesa é, agora, superior a seis mil milhões de dólares, mostrando que a segurança digital é uma prioridade económica e geopolítica
23/10/2025
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O NCC Group disponibilizou a quarta edição do seu “Radar Global de Políticas Cibernéticas” que oferece novas perspetivas sobre o cenário em rápida evolução da regulamentação e das políticas governamentais de cibersegurança a nível internacional. À medida que as tensões geopolíticas moldam o domínio digital, o mais recente relatório fornece uma visão das leis cibernéticas e das tendências regulatórias que vão definir a próxima fase da governação cibernética global. Do crescimento das capacidades ofensivas no ciberespaço ao reforço do controlo das cadeias de fornecimento, passando pela transição para a criptografia pós-quântica, o relatório equipa os líderes empresariais com o conhecimento necessário para navegar na complexidade regulatória e construir programas de cibersegurança à prova de futuro. Esta edição também destaca o papel crescente da cibersegurança como motor de crescimento económico, com os governos a investir mais de seis mil milhões de dólares em ciberdefesa, enquanto atribuem uma responsabilidade crescente ao setor privado para proteger os seus próprios ambientes digitais. Para contextualizar este investimento, os seis mil milhões de dólares comprometidos pelos governos em cibersegurança equivalem a 62 caças F35C, ou 630 tanques M1 Abrams, ou 1.670 drones MQ-1 Predator, diz o NCC Group. Em comunicado, Kat Sommer, Associate Director of Government Affairs da NCC Group, indica que “as regras de cibersegurança deixaram de ser apenas uma questão de conformidade, são agora uma prioridade estratégica. Esta edição do ‘Radar’ ajuda as organizações a compreender não apenas o que está para vir, mas o que isso significa para o seu negócio e como podem responder de forma a construir resiliência e vantagem competitiva”. “Os programas de cibersegurança devem adaptar-se a uma nova era da geopolítica. Em todo o mundo, a segurança nacional, a soberania e o intervencionismo estão a dominar as agendas políticas e regulatórias na área da cibersegurança. O investimento em capacidades ofensivas está a aumentar, enquanto as regras e regulamentos impostos pelos governos vão, cada vez mais, afetar as organizações em múltiplos pontos de contacto”, acrescenta. |