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Cargos de CISO ao nível executivo ganham peso nas organizações em 2026

Os responsáveis de cibersegurança estão cada vez mais integrados na liderança de topo, com os títulos de nível executivo a tornarem-se predominantes pela primeira vez, revela um novo estudo internacional sobre o papel do CISO

11/02/2026

Cargos de CISO ao nível executivo ganham peso nas organizações em 2026

Os cargos de Chief Information Security Officer (CISO) ao nível executivo são atualmente mais comuns do que nunca, o que reflete uma mudança estrutural na forma como as organizações encaram a cibersegurança. A conclusão é do 2026 State of the CISO Benchmark Report, divulgado pela IANS, em parceria com a Artico Search, que analisa a evolução do papel e da posição hierárquica dos líderes de segurança da informação.

De acordo com o estudo, que recolheu dados entre abril e novembro de 2025, com a participação de 662 CISO de diferentes setores e dimensões organizacionais, cargos de topo executivo, como CISO ou vice-presidentes sénior (SVP/EVP), representam agora a maior fatia das funções de liderança em cibersegurança e superam pela primeira vez os cargos de diretor ou vice-presidente. Em grandes empresas, a percentagem de CISO com estatuto executivo passou de 33% em 2023 para 47% em 2025, com um crescimento ainda mais acentuado nas empresas cotadas em bolsa.

Esta evolução acompanha a crescente relevância da cibersegurança nas estratégias de negócio. Os CISO são atualmente chamados a desempenhar um papel mais amplo, que vai além da vertente técnica, assumindo responsabilidades como gestores de risco digital à escala da organização, com maior exposição junto da administração e dos conselhos de administração.

“O papel do CISO atingiu claramente um ponto de viragem”, afirma Nick Kakolowski, Senior Director de investigação sobre CISO na IANS. “Os títulos executivos estão a tornar-se mais comuns, mas muitas organizações continuam presas a estruturas antigas que não acompanham o alargamento das responsabilidades e das expectativas sobre a função”, reforça.

O relatório indica também uma mudança nas linhas de reporte. Embora a maioria dos CISO ainda reporte à área de IT, cerca de 36% já respondem diretamente a líderes de negócio, como o Chief Executive Officer (CEO), Chief Operating Officer (COO), diretor jurídico ou responsável de risco. Esta tendência é particularmente visível entre os CISO com títulos executivos, que têm maior probabilidade de operar fora da esfera tradicional das tecnologias de informação.

Apesar da valorização do cargo, o estudo alerta para um desequilíbrio crescente entre responsabilidades e recursos. Mais de metade dos CISO considera que o seu âmbito de atuação se tornou difícil de gerir, sobretudo em organizações mais pequenas ou com equipas de segurança reduzidas, o que pode conduzir a abordagens mais reativas e atrasar iniciativas estratégicas.

O relatório revela ainda uma elevada mobilidade profissional. Os CISO têm, em média, nove anos de experiência na função e muitos já desempenharam o cargo em várias organizações e setores. Quase sete em cada dez admitem estar abertos a mudar de função no próximo ano, seja para empresas de maior dimensão, outros setores ou posições executivas adjacentes.

“A procura por CISO experientes continua forte, à medida que a função se torna mais complexa e mais executiva”, sublinha Steve Martano, partner da prática de cibersegurança da Artico Search. “Compreender como as organizações definem o âmbito, o reporte e o acesso à liderança é crítico, tanto para os CISO como para as empresas que pretendem atrair ou reter estes perfis”, afirma ainda.


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