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A procura por soluções geridas de deteção e resposta está a aumentar à medida que as organizações enfrentam desafios operacionais e técnicos crescentes
17/08/2025
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Perante a crescente dificuldade das ferramentas tradicionais de recolha e correlação de registos em acompanhar o ritmo das ameaças e com a contratação de pessoal qualificado para cobertura 24/7 a tornar-se um desafio constante, o recurso a serviços de Managed Detection and Response (MDR), fornecidos por especialistas em segurança, está a ganhar popularidade entre organizações de todo o mundo. De acordo com a Precedence Research, o mercado global de MDR gerou 2,95 mil milhões de dólares em receitas em 2024 e estima-se que atinja 12,3 mil milhões de dólares até 2034, com uma taxa de crescimento anual composta de 15,3%. A empresa Context, especializada em inteligência de mercado, classifica mesmo o MDR como o segmento com maior crescimento dentro do mercado de proteção de endpoints, com uma impressionante taxa anual de 34,4%. A escassez global de especialistas em cibersegurança é apontada por analistas como um dos principais motores desta tendência. “As empresas estão realmente a lutar para construir centros de operações de segurança (SOC) internos e, quando o conseguem, reter esses talentos é ainda mais difícil”, explica Joe Turner, diretor global de investigação e desenvolvimento de negócios da Context, em declarações à CSO. “Daí a crescente terceirização da deteção e resposta para os fornecedores de MDR”. Simon Jonker, diretor de análise de segurança da CSIS, reforça esta ideia: “Construir uma capacidade interna de MDR/SOC é extremamente dispendioso. Contratar especialistas para turnos noturnos é pouco atrativo e, para assegurar cobertura contínua, são necessárias pelo menos seis a oito pessoas. Espera-se que estes profissionais tenham competências diversificadas e experiência significativa, algo que não se consegue apenas com recém-licenciados”. Com a modernização contínua dos ambientes de IT, nomeadamente com a adoção de infraestruturas híbridas e nativas da cloud, a proteção eficaz torna-se mais exigente e requer capacidades que muitas organizações não têm internamente. Ori Naishtein, vice-presidente da unidade Velocity MDR da Sygnia, destaca que “A monitorização eficaz de ameaças exige equipas altamente qualificadas, capazes de desenvolver e ajustar mecanismos de deteção, além de assegurar vigilância constante, ambos desafios operacionais significativos”. Desta forma, o MDR apresenta-se como uma solução escalável, baseada em especialistas e ajustada às novas exigências de um panorama digital cada vez mais complexo. A tendência aponta para um crescimento sustentado deste modelo, que promete aliviar a pressão sobre os recursos internos das empresas e garantir uma resposta mais eficaz a ameaças em tempo real. |