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Portugal inverte tendência mundial e regista queda de 4% nos ataques de ransomware

Novos dados da Check Point Research indicam que o aumento das tensões geopolíticas e a generalização do trabalho e do ensino à distância levaram a um aumento anual de 59% nos ataques de ransomware

28/07/2022

Portugal inverte tendência mundial e regista queda de 4% nos ataques de ransomware

Novos dados da Check Point Research indicam que os ataques de ransomware afetam agora uma em cada 40 organizações por semana, com as três indústrias mais visadas a nível global a serem a Administração Pública/Setor militar, Educação/Investigação e Saúde. Além disso, o aumento das tensões geopolíticas e a generalização do trabalho e do ensino à distância levaram a um aumento anual de 59% nos ataques de ransomware. Portugal regista uma queda de 4% nos ataques, invertendo a tendência mundial.

A América Latina registou o maior aumento de ataques ransomware, com uma em 23 organizações afetadas semanalmente, um aumento de 43%, seguida pela região da Ásia que registou um aumento de 33%, atingindo uma em 17 organizações afetadas semanalmente. A Europa é, também, uma das regiões que mais sofreu com ciberataques. A média semanal de organizações afetadas é de um em 66, refletindo um aumento de 1% em relação ao período homólogo. Já em África a média semanal de organizações afetadas é uma em 21, um aumento de 21%, na América do Norte a média semanal de organizações afetadas é uma em 108, um pequeno aumento de 1%, e na Austrália e Nova Zelândia a média semanal é uma em 113, um aumento de 18%.

Os ataques de ransomware não estão a mostrar sinais de abrandamento. Neste momento, podemos dizer que uma em cada 40 organizações é afetada por ransomware cada semana, o que faz com que o aumento seja de 59% em relação ao ano anterior. Os hackers estão a aproveitar a generalização do trabalho e do ensino à distância para atacar, a guerra entre a Ucrânia e a Rússia também ajuda a impulsionar a tendência de ataque, uma vez que o aumento das tensões geopolíticas inspira os hackers a tomar partido”, afirma Omer Dembinsky, Data Group Manager da Check Point Software Technologies. 

Os setores de retalho e grossista registaram o maior pico de ataques ransomware, com um aumento de 182%, em comparação com o mesmo período do ano passado, seguido pelo setor dos Distribuidores, que registou um aumento de 143%, e, depois, a Administração Pública/Setor Militar, que registou um aumento de 135%, atingindo uma proporção de uma em 24 organizações afetadas por ransomware, semanalmente.

O setor da Educação/Pesquisa tornou-se a indústria mais atacada a nível mundial, absorvendo uma média de mais de 2,3 mil ataques por organização todas as semanas, um aumento de 53% em comparação com o segundo trimestre de 2021. O setor da saúde registou um aumento de 60% nos ataques cibernéticos em comparação com o segundo trimestre de 2021, atingindo 1342 ataques por organização todas as semanas. 

Por último, a vontade das organizações de satisfazer as exigências de resgate dos atacantes, a fim de proteger os seus dados provou que o negócio do ransomware é altamente lucrativo. Daí os hackers continuarem a investir recursos em ir atrás de organizações de saúde. Recomendamos vivamente às organizações em todo o lado que tomem nota das nossas dicas de prevenção contra ransomware, tais como backup de dados, manter os sistemas atualizados e formar os funcionários sobre sensibilização”, completa Omer Dembinsky.


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