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MSHTA impulsiona ataques de malware silenciosos

A Bitdefender detetou um aumento da utilização do MSHTA em ataques de malware. A ferramenta legítima do Windows é usada para distribuir stealers, loaders e malware persistente

20/05/2026

MSHTA impulsiona ataques de malware silenciosos

A ferramenta Microsoft HTML Application (MSHTA), presente no Windows desde 1999, está a ser cada vez mais explorada por atacantes como Living-off-the-Land Binary (LOLBIN). A Bitdefender indica que a atividade associada ao MSHTA aumentou desde o início do ano, refletindo maior adoção por grupos de ameaça.

O MSHTA foi criado para executar ficheiros HTML Application (HTA), desenvolvidos em HTML, VBScript ou JavaScript. Quando usado de forma abusiva, pode executar scripts remotos em memória, dificultando a deteção por soluções de segurança, uma vez que a atividade aparenta partir de um binário legítimo e assinado pela Microsoft.

Segundo a Bitdefender, a ferramenta permite recuperar e executar conteúdos remotos nas fases iniciais ou intermédias da cadeia de infeção. Os ataques começam, em muitos casos, com Phishing, falsas páginas de Software gratuito ou aplicações pirateadas.

Entre as campanhas observadas está a utilização do HTA CountLoader para distribuir os stealers Lumma e Amatera. As vítimas são atraídas por mensagens, publicações em redes sociais ou sites manipulados por SEO poisoning, que prometem Software gratuito ou versões crackeadas.

A empresa também identificou campanhas com o loader Emmenhtal, iniciadas através de mensagens no Discord. Nestes casos, os utilizadores são induzidos a executar comandos no Windows Run, após uma falsa verificação humana. O processo acaba por lançar o MSHTA e descarregar scripts PowerShell em memória.

Outras campanhas analisadas envolveram o ClipBanker, usado para substituir endereços de carteiras de criptomoedas na área de transferência, e o PurpleFox, uma família de Malware persistente ativa desde 2018.

Silviu Stahie, Security Analyst da Bitdefender, defende que a sensibilização dos utilizadores continua a ser essencial, em particular para evitar a execução de comandos desconhecidos e o download de Software pirateado.

A mitigação deve incluir formação, mas também controlos técnicos. A Bitdefender recomenda a redução da superfície de ataque, deteção antes da execução e bloqueio comportamental em runtime. Em ambientes empresariais, o bloqueio de binários legados como o MSHTA deve ser a regra, exceto quando existam aplicações críticas que ainda dependam da ferramenta.


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