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Relatório alerta para aumento de 600% nos ciberataques ao setor da aviação

A Thales revelou que os ataques de ransomware contra o setor da aviação aumentaram 600% entre 2024 e 2025, sublinhando a urgência de reforçar a cibersegurança face a ameaças cada vez mais sofisticadas e impulsionadas por interesses estratégicos

21/06/2025

Relatório alerta para aumento de 600% nos ciberataques ao setor da aviação

A Thales divulgou o seu mais recente relatório sobre ciberameaças no setor da aviação, revelando um crescimento alarmante de 600% nos ataques de ransomware dirigidos a companhias aéreas, aeroportos, sistemas de navegação e fabricantes aeroespaciais. A análise baseia-se em dados de inteligência e na investigação de incidentes ocorridos entre janeiro de 2024 e abril de 2025.

De acordo com o relatório, a indústria aeroespacial tornou-se um dos principais alvos de ciberataques, devido à sua importância estratégica e ao elevado valor das informações que gere. No período analisado, foram identificados 27 ataques, levados a cabo por 22 grupos distintos de ransomware. Esta tendência evidencia não apenas uma intensificação e sofisticação das ameaças, mas também uma crescente diversidade de agentes maliciosos, o que representa um desafio crítico para a cibersegurança e a proteção das infraestruturas essenciais do setor.

A Thales alerta que os ciberataques são motivados por diversos factores, incluindo objectivos económicos, políticos e estratégicos, destacando a necessidade urgente de reforçar as medidas de cibersegurança em toda a cadeia de valor da aviação. A escalada das tensões geopolíticas tem conferido um novo peso estratégico a este tipo de ameaças, colocando em risco não só a soberania nacional, mas também a estabilidade económica global e a segurança no transporte de pessoas e mercadorias.

O setor da aviação tornou-se um verdadeiro campo de batalha digital, onde estão em jogo interesses económicos e geopolíticos de grande dimensão. O crescimento significativo dos ataques exige uma abordagem holística à cibersegurança, com integração da inteligência artificial (IA) e uma cooperação mais estreita entre a indústria e os organismos públicos”, defende Ivan Fontarensky, director técnico de Deteção e Resposta Cibernética da Thales.

O estudo da Thales indica ainda que 71% dos incidentes envolvem roubo de credenciais ou acessos não autorizados a sistemas críticos. Estes ataques visam comprometer operações de voo, aceder a tecnologias sensíveis, extrair dados confidenciais e realizar ciberespionagem industrial.

Entre os fatores que contribuem para esta vulnerabilidade destacam-se a complexidade operacional do setor, a elevada interdependência entre diferentes entidades, a forte dependência de software crítico e o valor sensível dos dados manipulados. Qualquer perturbação pode desencadear efeitos imediatos, como atrasos em cadeia, falhas logísticas ou mesmo o encerramento de espaço aéreo.

Num contexto de digitalização crescente e de intensificação das ameaças, estima-se que o mercado global de cibersegurança na aviação atinja os 5,32 mil milhões de dólares em 2025, prevendo-se um crescimento médio anual de 8,7% até 2029.


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