Analysis
Os ataques de ransomware contra organismos públicos cresceram 13% no primeiro semestre de 2026, atingindo uma média de um incidente por dia, segundo a Comparitech
25/07/2026
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Os organismos da Administração Pública estão a enfrentar uma pressão crescente por parte dos grupos de ransomware. De acordo com um estudo da Comparitech, foram registados 187 ataques contra entidades governamentais a nível global durante o primeiro semestre de 2026, o equivalente a uma média de um incidente por dia. A análise, que abrange o período entre janeiro e junho deste ano, revela um aumento de 13% face aos 165 ataques registados na segunda metade de 2025, confirmando a tendência de crescimento deste tipo de ameaças dirigidas ao setor público. Dos 187 incidentes identificados, 89 foram confirmados publicamente pelas próprias organizações afetadas. Segundo a Comparitech, as entidades governamentais continuam a ser alvos preferenciais dos grupos de ransomware devido ao elevado impacto que a indisponibilidade dos seus sistemas pode ter na prestação de serviços públicos, bem como pela quantidade de informação sensível que armazenam sobre cidadãos e empresas. “Desde interrupções que se prolongam por semanas devido à encriptação de sistemas até grandes fugas de dados, os governos são um alvo ideal para os atacantes”, afirma Rebecca Moody, responsável pela área de investigação de dados da Comparitech. Os Estados Unidos concentraram 31% de todos os ataques registados durante o período analisado, mantendo-se como o principal alvo deste tipo de campanhas. Entre os restantes países, a Alemanha representou 7% dos incidentes, seguida por Espanha e Itália, ambas com 4%. A Comparitech considera que a diferença face aos EUA está relacionada com a dimensão do país e o elevado número de organismos públicos existentes. O estudo estima que o pedido médio de resgate dirigido a entidades governamentais rondou os 100 mil dólares, um valor que poderá refletir a estratégia dos atacantes de exigir montantes considerados mais suscetíveis de serem pagos por organizações financiadas por dinheiros públicos. Grupos continuam a explorar vulnerabilidades conhecidasEntre os grupos de ransomware mais ativos no primeiro semestre destacam-se The Gentlemen, responsável por 10% dos ataques atribuídos, seguido pelo Qilin (9%) e pelo LockBit (7%). Segundo a Comparitech, estes grupos continuam a explorar vulnerabilidades conhecidas e sistemas desatualizados para comprometer redes e encriptar dados. A consultora recomenda que as organizações adotem uma estratégia preventiva de cibersegurança, baseada na atualização regular dos sistemas, aplicação célere de correções de segurança, realização de cópias de segurança e formação contínua dos colaboradores para reduzir o risco de compromissos por ransomware |