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A Anthropic está a ampliar o acesso às capacidades de cibersegurança dos seus modelos de IA, mas mantém restrições destinadas a reduzir o risco de utilização maliciosa
24/08/2026
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A Anthropic está a alargar o acesso às capacidades de cibersegurança do Mythos 5, através da integração do modelo em ferramentas utilizadas por equipas de segurança e de uma atualização do Claude Security. A empresa anunciou também um novo fundo de apoio a projetos open source e a futura expansão do seu Cyber Verification Program. A iniciativa dá continuidade ao Project Glasswing, lançado em abril para disponibilizar antecipadamente o Claude Mythos Preview, e posteriormente o Mythos 5, a um grupo restrito de organizações. O objetivo passa por permitir que equipas de defesa identifiquem e corrijam vulnerabilidades antes de capacidades semelhantes se tornarem amplamente acessíveis ou serem utilizadas por atacantes. Segundo a Anthropic, o risco é maior quando existe acesso direto e sem restrições ao modelo, diminuindo quando os utilizadores recebem apenas resultados específicos para fins defensivos, como recomendações de correção ou alertas de segurança. A nova abordagem procura, por isso, ampliar a utilização do Mythos 5 sem disponibilizar acesso direto ao modelo. Mythos 5 chega a mais ferramentas de segurançaA Anthropic está a trabalhar com empresas de cibersegurança para integrar o Mythos 5 em ferramentas de operações de segurança, resposta a incidentes e deteção de ameaças. A utilização é direcionada, entre outros contextos, para a proteção de hospitais, utilities, sistemas financeiros e da cadeia de fornecimento de software. Os utilizadores não interagem diretamente com o Mythos 5. O modelo funciona em segundo plano através de interfaces específicas, que devolvem resultados delimitados, como uma lista de correções recomendadas, mantendo mecanismos destinados a evitar utilizações fora do âmbito previsto. O Claude Security, atualmente em beta público para clientes Claude Enterprise, passou também a utilizar o Mythos 5 na análise de bases de código. Os resultados incluem a categoria CWE associada à vulnerabilidade, níveis de confiança e gravidade e uma proposta de correção. A implementação das alterações continua a exigir o Claude Code e aprovação humana antes da entrada em produção. “O Claude Security utiliza o Mythos 5 para analisar código que é propriedade do utilizador e devolve conclusões detalhadas, em vez de resultados brutos, sem expor o próprio modelo”, explica a Anthropic. “Isto significa que as equipas de defesa podem aceder às capacidades do Claude Mythos 5 sem que o modelo fique acessível a quem possa utilizá-lo indevidamente”, acrescenta ainda. Fundo de 35 milhões de dólares para projetos open sourceA Anthropic anunciou ainda o Defender Advantage Fund (0xDAF), que disponibiliza 35 milhões de dólares em créditos Claude a organizações que apoiem responsáveis por projetos open source na melhoria da respetiva segurança. O financiamento será direcionado para a correção de vulnerabilidades ativas, desenvolvimento de processos de análise e aplicação de correções que possam ser reutilizados por outros projetos e criação de abordagens capazes de mitigar diferentes categorias de ataques. A iniciativa começa com um número reduzido de projetos-piloto de maior dimensão. O novo fundo sucede ao apoio prestado através do Project Glasswing, no âmbito do qual a Anthropic disponibilizou quatro milhões de dólares em donativos diretos e outras formas de apoio. A empresa prevê ainda expandir nas próximas semanas o Cyber Verification Program, que permite atualmente a organizações verificadas utilizar o Claude Opus e o Sonnet com menos restrições para trabalhos de segurança autorizados. A expansão deverá abranger atividades de dupla utilização, incluindo triagem e validação de vulnerabilidades, estando também previsto o acesso futuro a modelos da classe Mythos. |