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Estados Unidos banem Kaspersky

A partir de 29 de setembro, a Kaspersky não poderá fornecer serviços nos EUA e os clientes existentes não vão poder atualizar o seu software a partir da mesma data

21/06/2024

Estados Unidos banem Kaspersky

A administração de Joe Biden anunciou esta quinta-feira que irá banir a utilização de software da Kaspersky dentro dos Estados Unidos. A administração norte-americana cita preocupações de segurança nacional e de privacidade de dados.

Em conferência de imprensa, Gina Raimondo, Secretária do Comércio dos Estados Unidos, referiu que “quando os [norte] americanos têm software de empresas detidas ou controladas por países que causam preocupação, como a Rússia e a China, integrado nos seus sistemas, torna os [norte] americanos vulneráveis”.

A proibição acontece a partir de 29 de setembro e impede a Kaspersky de fornecer serviços de cibersegurança em qualquer parte do país. Os clientes existentes não vão poder atualizar o seu software após a mesma data. No entanto, a partir de 20 de julho, a Kaspersky não poderá ter novos clientes.

O Departamento do Comércio dos Estados Unidos também vai adicionar a Kaspersky Lab e a Kaspersky Lab Limited – esta última sedeada no Reino Unido – à lista de entidades a cooperar com o Kremlin e com os esforços de ciberinteligência russos.

Em declaração, a Kaspersky refere que “a decisão não afeta a capacidade da empresa de vender e promover ofertas e/ou formações de inteligência de ameaças cibernéticas nos EUA. Apesar de propor um sistema no qual a segurança dos produtos Kaspersky poderia ter sido verificada de forma independente por uma empresa terceira de confiança, a Kaspersky acredita que o Departamento de Comércio tomou a sua decisão com base no atual clima geopolítico e em preocupações teóricas, em vez de numa avaliação abrangente da integridade dos produtos e serviços Kaspersky”.

A empresa de cibersegurança assegura que “não se envolve em atividades que ameaçam a segurança nacional dos EUA e, de facto, fez contribuições significativas com os seus relatórios e proteção contra uma variedade de agentes de ameaças que visavam os interesses e aliados dos EUA”. A Kaspersky “pretende seguir todas as opções legalmente disponíveis para preservar as suas operações e relações atuais”.

A Kaspersky acusa o Departamento do Comércio de “ignorar injustamente as provas”, nomeadamente as “medidas de transparência” que a empresa colocou em prática e, diz, “são inigualáveis por qualquer um dos seus pares do setor da cibersegurança para demonstrar o seu compromisso duradouro com a integridade e a fiabilidade”.

O comunicado da Kaspersky refere, ainda, que “o principal impacto destas medidas será o benefício que proporcionam à cibercriminalidade”, uma vez que, para além de restringir a “cooperação internacional entre peritos”, também “retira a liberdade que os consumidores e as organizações, grandes e pequenas, devem ter para utilizar a proteção que pretendem”, o que “causará uma perturbação dramática” para os clientes, que, assim, “serão forçados a substituir urgentemente a tecnologia que preferem e na qual confiam”.


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