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A cibersegurança mantém-se, há mais de uma década, como a principal preocupação dos CEO a nível mundial. A conclusão é do novo relatório global Cybersecurity Considerations 2025, da KPMG, que destaca oito áreas estratégicas a priorizar perante riscos cada vez mais complexos e amplificados pelo impacto da IA
25/08/2025
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Num cenário em que a Inteligência Artificial (IA) se torna transversal a quase todos os setores de atividade, a expansão de dispositivos conectados e a sofisticação das ameaças digitais colocam as organizações perante riscos inéditos. O mais recente relatório da KPMG identifica oito considerações-chave que vão moldar a estratégia de cibersegurança nos próximos anos. “Este estudo analisa os desafios emergentes da cibersegurança, faz um balanço e compara as conclusões das últimas cinco edições e estabelece oito áreas prioritárias para as organizações, tanto públicas como privadas”, explica Sérgio Martins, Cybersecurity Partner da KPMG Portugal. A função do Chief Information Security Officer (CISO) é uma das que mais se transforma. O relatório aponta que a crescente pressão regulatória, a responsabilidade pessoal acrescida e a disseminação de novas tecnologias tornam a função mais complexa. O sucesso depende, assim, da capacidade de garantir autoridade na tomada de decisão e de gerir equipas multidisciplinares num contexto de risco em constante evolução. A escassez de profissionais qualificados mantém-se como um dos maiores desafios para a resiliência digital. A KPMG sublinha que os colaboradores devem ser encarados como a primeira linha de defesa, sendo necessário investir em formação contínua, inclusão e diversidade, de modo a reforçar a cultura de segurança em toda a organização. IA, identidade digital e resiliênciaO relatório aponta a confiança nos modelos de IA como uma prioridade, com necessidade de governance robusta, gestão adequada de dados e mitigação de riscos como o “shadow AI”. A utilização de IA como aliada da cibersegurança é igualmente valorizada, sobretudo na deteção em tempo real de ameaças e na automação de tarefas rotineiras. A gestão da identidade digital surge também em destaque, perante a proliferação de deepfakes e outros métodos de falsificação, o que exige mecanismos de autenticação mais robustos, incluindo dados biométricos. A consolidação de plataformas de segurança, o reforço da proteção em ecossistemas de dispositivos inteligentes e a incorporação da resiliência desde a fase de conceção de produtos e serviços completam as áreas prioritárias. Além destas oito prioridades, a KPMG alerta para desafios adicionais, como a proteção de ecossistemas em cloud, a preparação para o impacto da computação quântica e o combate à desinformação. A crescente pressão regulatória, tanto local como internacional, obriga as organizações globais a adaptarem-se rapidamente, conciliando complexidades jurídicas com a eficácia das medidas de proteção. |