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Divultec debate o amanhã com IA, cibersegurança e resiliência

Sob o mote "defining tomorrow - visibilidade, agilidade e resiliência", a Divultec colocou em discussão temas como Inteligência Artificial (IA), continuidade operacional, networking e cibersegurança, através de apresentações técnicas e momentos de partilha promovidos por fabricantes e clientes.

02/06/2026

Divultec debate o amanhã com IA, cibersegurança e resiliência

A Divultec reuniu clientes, fabricantes e parceiros na Arena Liga Portugal, no Porto, para a 17.ª edição do seu evento anual. A iniciativa contou com mais de 200 participantes, entre clientes e fabricantes, envolvendo cerca de 120 empresas, reforçando o posicionamento do evento como um ponto de encontro relevante para partilha e discussão dos desafios atuais das infraestruturas tecnológicas, da IA e da cibersegurança.

Em entrevista, Brás Araújo, diretor-geral da Divultec, sublinhou que “a área de segurança continua a ser uma área muito sensível” e alertou para o impacto crescente da IA neste contexto, referindo que “está a facilitar a defesa, mas também o ataque”. O responsável destacou ainda que os clientes têm hoje maior consciência da necessidade de investir não apenas em tecnologia, mas também em metodologias que permitam reforçar a sua postura de segurança e reduzir o risco.

Sobre a crescente exigência do mercado, Brás Araújo foi claro: “o que ganha é o projeto, não é o preço”. A diferenciação da Divultec passa pela capacidade de desenhar soluções ajustadas às necessidades específicas de cada cliente e pelo conhecimento desenvolvido em conjunto com os seus parceiros estratégicos.

Catarina Araújo, Diretora Comercial e de Marketing Porto e Pedro Guerreiro, Diretor Comercial Lisboa, Divultec

 

Também Catarina Araújo, diretora comercial e de marketing da Divultec no Porto, destacou a evolução do evento ao longo dos anos, nomeadamente o crescente interesse dos fabricantes. A responsável sublinhou ainda o papel do encontro enquanto espaço de proximidade entre clientes, parceiros e equipas, reforçando que “a relação de confiança constrói-se também com este tipo de presença”. Na sessão de abertura, Catarina Araújo e Pedro Guerreiro, responsável pela operação da empresa em Lisboa, reforçaram a visão estratégica da organização. Os 18 anos da Divultec refletem “crescimento, mas sobretudo consistência”, com a empresa a ultrapassar os 20 milhões de euros de volume de negócio em 2025.

Durante a sessão, foi também apresentada a forma como a evolução das infraestruturas tecnológicas tem vindo a ser acompanhada por uma maior valorização dos serviços, enquanto elemento essencial para garantir continuidade operacional, visibilidade e capacidade de resposta. Num contexto de crescente exigência sobre as equipas de IT, foi destacada a importância de abordagens mais estruturadas e proativas, que permitam libertar recursos internos para iniciativas de maior valor e assegurar maior estabilidade dos ambientes tecnológicos.

Experiências reais de transformação

Ao longo do evento, diferentes organizações partilharam experiências reais de evolução das suas infraestruturas tecnológicas, ilustrando os desafios atuais associados à continuidade operacional, à crescente complexidade dos ambientes digitais e às exigências em matéria de cibersegurança.

Os casos apresentados evidenciaram a importância de abordagens estruturadas e integradas, orientadas para a redução do risco e para o aumento da capacidade de resposta em contexto operacional, permitindo uma transição progressiva de modelos predominantemente reativos para abordagens mais proativas, com maior previsibilidade e controlo.

 

Pedro Morais, Data Protection Segment Manager for Latin America and Europe South and Data Services Category Manager for Portugal da HPE

Ficou também evidente o impacto destas iniciativas na simplificação da gestão tecnológica e na libertação das equipas internas para atividades de maior valor, num contexto em que a exigência sobre disponibilidade, resiliência e segurança continua a aumentar.

Entre as organizações presentes estiveram entidades do setor público e empresarial, refletindo a diversidade de contextos e a transversalidade dos desafios abordados.

Fabricantes destacam inovação e integração

Do lado dos fabricantes, foi destacada a importância de temas como redes inteligentes, transformação da cloud e Inteligência Artificial, refletindo as principais preocupações das organizações.

Ricardo Rocha, Technical Program Manager da HPE

 

Pedro Morais, Data Protection Segment Manager for Latin America and Europe South and Data Services Category Manager for Portugal da HPE, sublinhou que a empresa está focada nestas áreas, uma vez que “são as preocupações que os clientes têm no seu dia-a-dia”.

Ricardo Rocha, Technical Program Manager, apresentou a visão da HPE para projetos de IA privados e on-premises, referindo que “a IA deixou de ser apenas uma vantagem e passou a ser uma condição para as empresas se manterem competitivas”.

 

Pedro Lourenço, Systems Engineer da HPE

Já Pedro Lourenço, Systems Engineer, destacou a integração entre HPE e Juniper Networks e a aplicação da Inteligência Artificial à gestão de redes, com o objetivo de criar “redes autónomas”, capazes de identificar problemas e corrigi-los automaticamente.

Na apresentação da Palo Alto Networks, Pedro Francisco, Cortex Regional Sales Manager, alertou para a aceleração do ciber-risco impulsionada pela IA. O responsável explicou que os novos modelos já conseguem identificar vulnerabilidades, desenvolver exploits e automatizar ataques com elevada rapidez, defendendo a necessidade de plataformas integradas e automatizadas para responder ao novo paradigma da cibersegurança. “Vamos precisar de modelos de segurança em tempo real”, acrescentou.

 

Pedro Francisco, Cortex Regional Sales Manager da Palo Alto Networks

Para Daniel Ferreira, Manager - Regions Team Portugal da Fortinet, “a Fortinet é hoje a maior empresa de cibersegurança em Portugal”. Crescimento que atribuiu à estabilidade, simplicidade e integração das soluções. O responsável destacou ainda a aposta da empresa na proximidade com clientes e parceiros e na construção de plataformas unificadas. “Precisamos cada vez mais de integração e de deixar de trabalhar em silos”, defendeu.

Daniel Ferreira, Manager - Regions Team Portugal da Fortinet

 

Cibersegurança em foco

O tema da cibersegurança voltou a ganhar destaque com um alerta para a crescente velocidade das ameaças digitais.

Jorge Monteiro, CEO da Ethiack, alertou para a velocidade crescente dos atacantes e para a incapacidade das equipas de segurança tradicionais acompanharem esse ritmo. “A segurança sempre foi uma corrida, mas agora é uma corrida hipersónica”, reforçou.

 

Jorge Monteiro, CEO, Ethiack

O responsável sublinhou que as organizações enfrentam um crescimento de vulnerabilidades, a par de uma janela de exposição cada vez mais reduzida, alertando para o facto de “os atacantes já estão a explorar vulnerabilidades antes de serem publicadas”.

A rapidez de resposta e a capacidade de antecipação afirmam-se como fatores determinantes para a resiliência, razão pela qual defendeu uma abordagem contínua e ofensiva, assente em testes permanentes e automação.

 

Conteúdo co-produzido pela MediaNext e pela Divultec


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