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Menos ferramentas, mais controlo: o novo paradigma do mercado MSP

À medida que os Managed Service Providers (MSPs) navegam num mercado cada vez mais moldado pela inteligência artificial, pela resiliência operacional, pela soberania dos dados e pela evolução dos requisitos de infraestrutura, torna-se fundamental compreender de que forma estas tendências estão a transformar a prestação de serviços.

12/06/2026

Menos ferramentas, mais controlo: o novo paradigma do mercado MSP

Estes temas estarão no centro do próximo webinar da Acronis, “O seu novo aliado de Infrastructure as a Service e da AI”, que terá lugar no dia 18 de junho. Durante a sessão, a empresa irá explorar como os MSPs podem simplificar operações, reforçar a ciber-resiliência e criar novas oportunidades de crescimento através de plataformas integradas de infraestrutura, proteção e gestão.

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No âmbito deste webinar, Eduardo García Sancho, Country Manager Iberia da Acronis, analisa as tendências que estão a impulsionar o crescimento da empresa em Portugal e reflete sobre os principais desafios e oportunidades que se colocam ao futuro do ecossistema de MSPs.

Portugal registou um crescimento significativo para a Acronis no primeiro semestre de 2026. O que está a impulsionar este dinamismo?

Acredito que reflete uma mudança mais ampla que está a acontecer no mercado. Os clientes já não procuram apenas ferramentas; procuram parceiros que os ajudem a gerir ambientes cada vez mais complexos. Estamos a assistir a uma procura crescente por soluções que reduzam a carga operacional, consolidem serviços e simplifiquem a tomada de decisões. Em muitos casos, o verdadeiro valor já não está em adicionar mais tecnologia, mas sim em fazer com que tudo funcione em conjunto de forma mais eficiente.

 

Eduardo García Sancho, Country Manager Iberia, Acronis

Quais são as principais preocupações que ouve atualmente por parte dos MSPs e parceiros?
Curiosamente, muitas dessas preocupações são mais de negócio do que tecnológicas. Há alguns anos, as conversas focavam-se em novas funcionalidades ou em ameaças específicas. Hoje, muitos parceiros falam de rentabilidade, escalabilidade e de como crescer sem aumentar drasticamente os custos operacionais. A eficiência tornou-se uma prioridade estratégica.

Durante anos, o foco esteve sobretudo na proteção. Hoje, a resiliência parece ser o tema dominante. Porquê?
Porque as organizações aceitaram que o risco zero não existe. A questão já não é se um incidente vai acontecer, mas sim como minimizar o seu impacto quando acontecer. Passámos de uma mentalidade centrada apenas na prevenção para outra muito mais focada na continuidade do negócio. Isso altera completamente a conversa, porque exige que as organizações pensem em recuperação, disponibilidade e adaptabilidade.

Até que ponto a complexidade tecnológica se tornou um desafio para as empresas?
Diria que é um dos maiores desafios ocultos da indústria. Ao longo dos anos, as organizações adotaram novas ferramentas para responder a necessidades específicas, acabando muitas vezes com ambientes altamente fragmentados. Essa fragmentação gera custos, limita a visibilidade e abranda os tempos de resposta. Cada vez mais empresas percebem que simplificar pode ser tão importante como inovar.

A soberania dos dados está a tornar-se um tema cada vez mais relevante na Europa. É uma tendência temporária ou uma mudança estrutural?
Vejo isso como uma mudança estrutural. Para além dos requisitos regulatórios, as organizações querem ter uma compreensão mais clara de onde os seus dados estão, sob que jurisdição se encontram e quanto controlo mantêm sobre eles. Os desenvolvimentos geopolíticos aceleraram esta discussão, mas não a criaram. É um tema que continuará a ganhar importância nos próximos anos.

Que tendências estão atualmente a moldar a evolução do mercado MSP?
Há uma tendência que se destaca: os clientes estão a começar a valorizar mais a simplicidade do que a acumulação de ferramentas. Durante muito tempo, a resposta para qualquer desafio parecia ser mais um produto ou mais uma plataforma. Hoje, vemos uma procura crescente por ambientes integrados que permitam aos fornecedores fazer mais com menos complexidade. Acredito que será uma das tendências definidoras desta década.

A Acronis lançou recentemente o Cyber Frame. Que necessidade do mercado é que este lançamento reflete?
Mais do que uma tecnologia específica, penso que reflete uma mudança de mentalidade. Muitas organizações e prestadores de serviços estão a reavaliar decisões que pareciam inquestionáveis há poucos anos. Estão a repensar como querem construir a sua infraestrutura, quanto controlo querem manter e que nível de dependência estão dispostos a aceitar. O Cyber Frame foi desenvolvido em resposta a esta crescente procura por flexibilidade e controlo operacional.

Estamos a entrar numa nova era para os prestadores de serviços?
Sim, porque o papel do MSP está a evoluir. No passado, os fornecedores de serviços eram muitas vezes vistos sobretudo como fornecedores de tecnologia. Hoje, estão cada vez mais a atuar como consultores estratégicos, ajudando os clientes a tomar decisões relacionadas com continuidade do negócio, conformidade, eficiência operacional e transformação digital. O seu papel tornou-se significativamente mais importante.

Quais espera que sejam as principais prioridades dos MSPs no segundo semestre de 2026?
A automação continuará provavelmente a ser um foco importante, não apenas como iniciativa tecnológica, mas como motor de produtividade. Continuaremos também a ver procura por serviços mais abrangentes que não aumentem a complexidade operacional. E, claro, as organizações continuarão a procurar modelos que combinem flexibilidade, controlo e rentabilidade.

Se pudesse deixar uma mensagem-chave aos parceiros e clientes este ano, qual seria?
Estamos a entrar numa era em que a capacidade de simplificar será tão importante como a capacidade de inovar. As organizações que conseguirem reduzir a complexidade, melhorar a visibilidade e manter o controlo estarão melhor posicionadas para enfrentar os desafios e oportunidades tecnológicos dos próximos anos.

 

 

Conteúdo co-produzido pela MediaNext e pela Acronis


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