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Infraestruturas críticas e essenciais em Portugal (Estado da Nação): a resiliência digital também passa pela infraestrutura!
Por Vitor Rodrigues, BU Manager - Networking & Cybersecurity, Securnet . 27/07/2026
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As infraestruturas críticas e essenciais em Portugal atravessam uma fase de elevada pressão tecnológica. Setores como energia, saúde, água, transportes, comunicações, administração pública, banca, infraestruturas digitais e serviços TIC dependem cada vez mais de sistemas de informação, redes, datacenters, plataformas cloud, identidades digitais, aplicações críticas e fornecedores tecnológicos. Esta dependência permite ganhos de eficiência e modernização, mas aumenta as necessidades de investimento. Estão as organizações a "investir o suficiente e de forma criteriosa"? O novo enquadramento regulatório reforça a realidade. A transcrição da Diretiva NIS2 e tem como objetivo tornar o ecossistema nacional mais resiliente face ao aumento e sofisticação das ameaças, abrangendo vários sectores de atividade. No entanto, a resiliência não se constrói apenas com políticas, normas ou soluções pontuais de cibersegurança. Para que os serviços essenciais se mantenham disponíveis, é indispensável não descurar o investimento nas pessoas e infraestruturas: data centers, redes core e de acesso, conectividade, energia, climatização, armazenamento, backup, disaster recovery, monitorização, operação, suporte técnico e sempre com uma forte componente na formação e capacitação das equipas. Sem uma base tecnológica robusta, atualizada e bem operada, qualquer estratégia de cibersegurança fica limitada. Onde estamos, e para onde vamos? O estado atual demonstra que o risco é real. O Relatório Cibersegurança em Portugal – Riscos & Conflitos 2025, do CNCS, indica que em 2024 o número de incidentes de cibersegurança aumentou significativamente e que o relatório analisa incidentes, cibercrime, ameaças, tendências e desafios que afetaram o ciberespaço de interesse nacional. A publicação CNCS publica a 6.ª edição do Relatório de Cibersegurança: “Riscos & Conflitos” destaca episódios de ransomware, ataques DDoS, falhas críticas de serviço e fugas de credenciais em entidades da Administração Pública e operadores de serviços essenciais. Refere ainda que 90% das entidades inquiridas percecionavam risco acrescido de sofrer um incidente em 2025, em setores como energia, saúde, águas, portos, media e retalho. Fonte [cncs.gov.pt] [digital.gov.pt] Estes dados evidenciam que a maturidade digital não pode ser avaliada apenas pela existência de firewalls, antivírus ou ferramentas de deteção. A verdadeira resiliência depende da capacidade de manter serviços críticos em funcionamento, mesmo perante falhas técnicas, ataques, erros humanos ou indisponibilidade de fornecedores. Isto exige arquiteturas redundantes, redes segmentadas, datacenters resilientes, backups imutáveis, planos de recuperação testados, observabilidade contínua e equipas preparadas (formação). O investimento em redes é particularmente crítico. Muitas organizações continuam a suportar serviços essenciais sobre infraestruturas antigas, com níveis insuficientes de redundância, visibilidade, controlo de acessos e capacidade de resposta. Redes modernas, com segmentação, controlo de acesso, monitorização, SD-WAN, proteção contra DDoS e gestão centralizada, são fundamentais para reduzir o impacto de incidentes e garantir continuidade operacional. Também os datacenters devem ser encarados como ativos estratégicos. A modernização de computação, armazenamento, virtualização, energia, comunicações, backup e disaster recovery permite reduzir pontos únicos de falha e melhorar a capacidade de recuperação. A adoção de cloud ou modelos híbridos deve ser acompanhada de governação, avaliação de risco, controlo de fornecedores e testes regulares de continuidade. Em síntese, Portugal dispõe hoje de maior consciência regulatória e institucional, mas a exposição digital continua a crescer rapidamente. O desafio não é apenas cumprir a NIS2, é transformar conformidade em resiliência real! Para isso, é necessário investir de forma contínua nas infraestruturas que suportam os serviços essenciais: datacenter, redes, segurança, operação, monitorização, continuidade e formação. Sem essa base, não há transformação digital sustentável, nem capacidade efetiva de proteger os serviços dos quais o País depende. Na SECURNET (grupo EVOLUTIO) acreditamos que estamos no mercado de forma responsável, nem só com processos nem só com tecnologia se implementa a resiliência digital!
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