Threats
O CNCS alerta para duas vulnerabilidades críticas que afetam produtos da NGINX e da Check Point e recomenda a aplicação imediata das correções
28/07/2026
|
O Centro Nacional de Cibersegurança emitiu dois alertas relativos a vulnerabilidades críticas que afetam produtos da NGINX e da Check Point e recomenda às organizações a atualização imediata dos sistemas e a adoção das medidas de mitigação indicadas pelos fabricantes. O primeiro alerta diz respeito à vulnerabilidade CVE-2026-42533, identificada no NGINX e em vários produtos que o integram, incluindo NGINX Plus, NGINX Open Source, NGINX Instance Manager, F5 WAF for NGINX, NGINX Gateway Fabric, NGINX Ingress Controller e NGINX App Protect WAF. Segundo o CNCS, a falha resulta de um heap-based buffer overflow associado à diretiva map com expressões regulares. Um atacante remoto e não autenticado pode enviar pedidos HTTP especialmente manipulados para provocar uma corrupção de memória no processo worker, originando denial of service e, em determinadas condições, permitindo a execução remota de código. O organismo recomenda a atualização para as versões corrigidas, a revisão das configurações vulneráveis e a monitorização dos registos do NGINX para detetar reinicializações inesperadas dos processos worker. O segundo alerta refere-se à vulnerabilidade CVE-2026-16232, que afeta o Check Point Security Management Server e o Multi-Domain Security Management Server (MDS). A falha permite contornar o mecanismo de autenticação do SmartConsole, possibilitando que um atacante remoto obtenha um application login token e aceda ao sistema com privilégios de administrador. De acordo com o CNCS, a exploração desta vulnerabilidade depende de o Management Server estar acessível a partir da Internet e de a configuração dos Trusted Clients não restringir os endereços autorizados. Caso seja explorada, a falha permite alterar políticas e configurações de segurança administradas pelo servidor. Para mitigar o risco, o CNCS recomenda a instalação dos Jumbo Hotfix Accumulator disponibilizados pela Check Point, a restrição dos Trusted Clients a endereços IP de confiança, a proteção do Management Server através de firewall e a análise dos registos de autenticação e auditoria para identificar eventuais indícios de comprometimento. As duas vulnerabilidades foram classificadas como críticas, com pontuações CVSS de 9,2 no caso do NGINX e 9,1 na vulnerabilidade que afeta o SmartConsole da Check Point. |