Threats
As organizações portuguesas enfrentaram 2.390 ciberataques por semana em julho, acima das médias europeia e mundial, segundo dados da Check Point Research
17/08/2026
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As organizações em Portugal registaram uma média de 2.390 ciberataques por semana em julho de 2026, um aumento de 15% face ao mesmo mês do ano anterior. O valor supera tanto a média europeia, de 2.051 ataques semanais por organização, como a média mundial, de 2.336. Os dados constam do “Global Threat Intelligence Report” da Check Point Research e baseados nos seus próprios dados e mostram que a Educação continua a ser o setor mais atacado em Portugal, seguida pela Administração Pública. Ambos apresentam níveis de ataques superiores às respetivas referências globais. As Telecomunicações ocupam o terceiro lugar, depois de terem subido uma posição no ranking em julho. A tendência portuguesa acompanha o agravamento do panorama europeu. Na Europa, as organizações enfrentaram em média 2.051 ataques por semana, mais 18% em termos homólogos. A nível mundial, a média atingiu 2.336 ataques semanais, mais 16% do que em julho de 2025 e 3% acima do mês anterior. A América Latina continua a ser a região mais afetada, com 3.561 ataques semanais por organização. O ransomware registou uma das evoluções mais acentuadas. Em julho foram identificadas 964 vítimas reportadas a nível mundial, um aumento de 87% face ao mesmo mês de 2025 e de 49% em relação a junho. Os Serviços Empresariais concentraram 32,5% das vítimas, seguindo-se a Indústria Transformadora, com 14,4%, e os Bens e Serviços de Consumo, com 13,4%. A Europa representou 28% dos incidentes reportados. A crescente utilização de ferramentas de Inteligência Artificial (IA) generativa está também a introduzir novos riscos para as empresas. Segundo a Check Point Research, um em cada 36 prompts enviados a partir de redes empresariais em julho apresentou um elevado risco de fuga de informação sensível. Cerca de 88% das organizações que utilizam regularmente estas ferramentas registaram atividade considerada de elevado risco e 22% dos prompts analisados continham informação potencialmente sensível. Os dados pessoais foram a categoria de informação sensível identificada com maior frequência, estando presentes em 70% das organizações. Seguiram-se a informação financeira e os dados relacionados com redes e infraestrutura de IT, ambos com 68%, a informação jurídica e regulamentar, com 63%, e os dados de colaboradores e Recursos Humanos, com 62%. Apesar do aparecimento de novas superfícies de ataque, o email mantém-se como uma das principais portas de entrada para os cibercriminosos. Em julho, um em cada 128 emails analisados foi classificado como phishing. Na Europa, a proporção foi de um email de phishing em cada 181. Para a Check Point Research, a evolução simultânea destas ameaças reforça a necessidade de uma estratégia de Cibersegurança assente na prevenção e numa proteção coordenada das redes, cloud, postos de trabalho, email, dados e utilização de IA. |