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Portugal sofre mais ciberataques do que média europeia

As organizações portuguesas enfrentaram 2.437 ciberataques semanais em abril, acima da média europeia e global, segundo a Check Point Research

15/05/2026

Portugal sofre mais ciberataques do que média europeia

As ciberameaças voltaram a acelerar em abril de 2026, com Portugal a registar níveis de ataques superiores à média europeia e global, segundo os mais recentes dados divulgados pela Check Point Research.

De acordo com o relatório, as organizações portuguesas sofreram, em média, 2.437 ciberataques semanais, um aumento homólogo de 11%.

O valor coloca Portugal acima da média europeia, fixada em 1.848 ataques semanais por organização, e também acima da média global de 2.201 ataques.

A Check Point destaca que as organizações nacionais enfrentaram cerca de 32% mais ataques do que a média europeia.

Os dados de abril mostram que Portugal continua a ser um mercado altamente exposto”, afirma Rui Duro, Country Manager da Check Point Software Technologies em Portugal.

O relatório mostra que a desaceleração observada em março foi temporária, com os atacantes a adaptarem rapidamente campanhas e métodos de ataque.

Segundo a empresa, a combinação entre cloud, inteligência artificial generativa e automação está a aumentar a superfície de exposição das organizações.

Os setores mais atacados em Portugal foram Educação, Administração Pública e Serviços Financeiros.

A nível global, a Educação voltou a liderar o ranking dos setores mais visados, com quase cinco mil ataques semanais por organização. A Administração Pública e as Telecomunicações continuam igualmente entre os principais alvos dos cibercriminosos.

Outro dos pontos destacados no relatório é o crescimento contínuo do ransomware. Durante abril foram divulgados publicamente 707 ataques de ransomware, um aumento de 12% face ao mesmo período do ano anterior. Os grupos Qilin, The Gentlemen e DragonForce concentraram uma parte significativa da atividade registada.

A Check Point alerta também para os riscos associados à utilização empresarial de ferramentas de inteligência artificial generativa. Segundo a investigação, um em cada 28 prompts enviados para plataformas de IA representava risco elevado de fuga de informação sensível.

Os atacantes continuam altamente operacionais e adaptáveis”, afirma Omer Dembinsky, Data Research Manager da Check Point Research.

A empresa defende que as organizações devem reforçar estratégias de prevenção, governação de dados e segurança baseada em IA, sobretudo em setores críticos e ambientes altamente digitalizados.


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