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A Google lançou atualizações de segurança para corrigir 129 vulnerabilidades no Android, incluindo uma falha zero-day num componente gráfico da Qualcomm que já estava a ser explorada em ataques direcionados
04/03/2026
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A Google disponibilizou novas atualizações de segurança para o Android que corrigem um total de 129 vulnerabilidades, entre as quais uma vulnerabilidade zero-day considerada de elevada gravidade e que já estava a ser explorada em ataques limitados e direcionados. A vulnerabilidade, identificada como CVE-2026-21385, afeta um componente gráfico utilizado em chipsets da Qualcomm. Segundo a Google, existem indicações de que a falha estava a ser explorada em ataques específicos antes da disponibilização das correções. De acordo com a Qualcomm, o problema resulta de um integer overflow no subcomponente gráfico, que pode ser explorado por atacantes locais para provocar corrupção de memória. A empresa indica que a falha afeta 235 chipsets Qualcomm e que foi inicialmente reportada pela equipa de segurança Android da Google em dezembro de 2025. As correções foram disponibilizadas aos fabricantes em janeiro de 2026, tendo a Qualcomm recomendado que os utilizadores instalem as atualizações de segurança assim que estas forem disponibilizadas pelos fabricantes dos dispositivos. Além da zero-day, a atualização de março corrige ainda 10 vulnerabilidades críticas nos componentes System, Framework e Kernel do Android. A mais grave permite execução remota de código sem necessidade de interação do utilizador ou privilégios adicionais, o que a torna particularmente perigosa. A Google lançou dois níveis de atualização de segurança: 2026-03-01 e 2026-03-05. O segundo inclui todas as correções do primeiro, bem como patches adicionais para componentes de terceiros e partes do kernel que podem não afetar todos os dispositivos Android. Como habitualmente, os dispositivos Google Pixel recebem as atualizações imediatamente, enquanto outros fabricantes podem demorar mais tempo a disponibilizá-las. A falha agora corrigida junta-se a outras duas vulnerabilidades zero-day de elevada gravidade corrigidas pela Google em dezembro de 2025, que também estavam a ser exploradas em ataques direcionados. |