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Ataques de ransomware contra infraestruturas críticas aumentam 34%

Relatório afirma que os ataques de ransomware contra as infraestruturas críticas aumentaram durante 2025 e os Estados Unidos aparecem como o principal alvo

26/10/2025

Ataques de ransomware contra infraestruturas críticas aumentam 34%

A Kela lançou um novo relatório, “Escalating Ransomware Threats to National Security”, e revela um aumento de 34% ano após ano em ataques de ransomware direcionados a indústrias críticas entre janeiro e setembro de 2025. Quase metade (50%) de todos os incidentes globais de ransomware atingiram setores essenciais para a resiliência nacional – incluindo manufatura, saúde, energia, transporte e finanças – mostrando o porquê de o ransomware é uma ameaça à segurança nacional.

As operações de ransomware devem ser entendidas não apenas como ataques com motivação financeira, mas também como instrumentos táticos, capazes de interromper as operações das vítimas e, ao mesmo tempo, infligir danos financeiros e à reputação. Em setores críticos, estas interrupções podem ter consequências a nível nacional, minando operações essenciais e minando a confiança do público”, comentou, em comunicado, Lin Levi, Threat Intelligence Team Lead da Kela. “Para proteger serviços críticos, os governos e os setores industriais críticos devem priorizar medidas preventivas proativas e manter um monitoramento contínuo em tempo real para detetar e responder às ciberameaças”.

O relatório identificou, entre janeiro e setembro de 2025, um total de 4.701 incidentes de ransomware em todo o mundo, acima dos 3.219 durante o mesmo período de 2024. 2.332 ataques (sensivelmente 50%) tiveram como alvo setores de infraestrutura crítica, representando um aumento de 34% ano após ano em ataques de ransomware direcionados a setores críticos. Já a indústria transformadora registou o crescimento mais acentuado, com os ataques a aumentarem 61% ano após ano.

Os Estados Unidos foi o país mais atingido, sofrendo cerca de mil ataques, ou 21% de toda a atividade global de ransomware, seguidos pelo Canadá, Alemanha, Reino Unido e Itália. Dos 103 grupos de ransomware ativos, cinco (Qilin, Clop, Akira, Play e SafePay) foram responsáveis por quase 25% de todos os incidentes, refletindo a crescente profissionalização e consolidação dos ecossistemas cibercriminosos.


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