Analysis
A Check Point voltou a organizar um evento em Portugal. Em Tróia, parceiros e clientes reuniram-se no Check Point Advantage para ouvir as novidades da empresa e os desafios que a cibersegurança atual apresenta
26/05/2026
|
Tróia voltou a receber o evento anual da Check Point em Portugal. Na abertura do Check Point Advantage 2026, Rui Duro, Country Manager da Check Point em Portugal, partilhou que o evento – que já vai no seu décimo ano – contou com mais de 450 inscritos para assistir a uma “agenda longa” durante os dois dias de evento.
Rui Duro, Country Manager da Check Point em Portugal, foi o primeiro a subir ao palco Roberto Pozzi, VP, EMEA Southern da Check Point, foi o primeiro orador a realizar um keynote no evento e falou do “paradoxo da Inteligência Artificial” (IA). “Os atacantes continuam a utilizar o email para iniciar os ataques”, explica, o que significa que é preciso controlar o espaço de trabalho com camadas de segurança que protejam não só os dados, mas também as aplicações, os utilizadores e os dispositivos. Pozzi refere que a Check Point tem o cliente no centro da sua estratégia. Procura não só dar eficácia de segurança e eficiência operacional, mas também uma arquitetura pronta para o futuro. Estar centrado no cliente significa prevenir as ameaças que a inteligência artificial traz e ter um “sentimento de urgência” sem paralelo. A missão da Check Point, explica Roberto Pozzi, passa por “proteger a vossa transformação de inteligência artificial” através de atualizações de segurança contínua, proteger as novas superfícies de ataque de IA e alavancar a inteligência artificial para alavancar e automatizar a segurança.
Roberto Pozzi, VP, EMEA Southern da Check Point, no Check Point Advantage 2026 Jony Fischbein, Head of CISO Programs da Check Point, subiu ao palco para explicar como as organizações se podem proteger para a ‘era do Mythos’ e para a era da inteligência artificial. Com a cibersegurança a tornar-se num risco de negócio que tem de estar no conselho de administração, Fischbein partilha que a Check Point é o “cliente zero” dos seus próprios produtos e que enfrenta os mesmos desafios que os seus clientes enfrentam. Com o lançamento do Mythos por parte da Anthropic, este é o primeiro modelo de IA capaz de encontrar e explorar vulnerabilidades de software em escala, encontrando falhas não conhecidas em sistemas de elevada importância. “O Mythos é real. Não é o único, há outros modelos quase tão bons quando o Mythos”, partilha, acrescentando que a Check Point teve acesso ao preview deste modelo da Anthropic. “Desde o final de março, várias equipas da Check Point estão a focar-se numa equipa de emergência com ‘all hands on deck’. O modelo tradicional está estragado”, explica. Na nova realidade, a inteligência artificial diminui a timeline de dias para minutos e as barreiras de entrada continuam a descer vertiginosamente. “A exposição é uma condição contínua, não um projeto”, acrescenta, referindo, também, que a descoberta de vulnerabilidades é, agora, contínua. Assim, “a resposta não pode ser incremental, tem de ser estrutural”. A Check Point tem estado a preparar-se para esta alteração com uma estratégia de security first by design, investigação potenciada por inteligência artificial, segurança com base na prevenção, através da utilização da framework CTEM e protegendo todo o stack de inteligência artificial. “Há várias ferramentas que permitem fazer prevenção, mas é preciso procurar essa prevenção”, acrescentou. |