Analysis
Um estudo, patrocinado pela Commvault, conclui que 90% das organizações consideram necessário reforçar a gestão de identidades para responder aos riscos associados à IA com agência
21/07/2026
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A gestão de identidades continua a ser uma das principais lacunas das organizações na adoção de Inteligência Artificial (IA) com agência. A conclusão é de um estudo realizado pela IDC e patrocinado pela Commvault, segundo o qual 90% dos responsáveis de IT e resiliência inquiridos consideram necessário reforçar as capacidades de gestão de identidades para responder aos riscos associados à utilização de agentes de IA. O estudo, que inquiriu 539 responsáveis pela estratégia de IT e resiliência, revela que cerca de 85% dos participantes já enfrentaram pelo menos um incidente de cibersegurança. À medida que as organizações recorrem cada vez mais a agentes de IA, cresce também o número de identidades não humanas com acesso permanente a aplicações e dados corporativos, aumentando os desafios de gestão e controlo. Segundo os dados, 58,7% dos inquiridos defendem que a abordagem atual à gestão de identidades necessita de melhorias significativas ou mesmo de uma revisão completa. Apenas 26,7% afirmam ter implementado controlos dinâmicos de acesso baseados em funções adequados a ambientes de IA e análise de dados, enquanto 24,7% documentaram e testaram a capacidade de proteger, detetar compromissos e recuperar infraestruturas como o Active Directory e o Microsoft Entra ID. A colaboração entre equipas também surge como um desafio. Quase todos os participantes (98,4%) consideram que é necessário melhorar a cooperação entre as equipas de IT e de segurança, sendo que 49,7% classificam essa necessidade como significativa. “A IA está a mudar radicalmente a forma como as organizações operam, tomam decisões e gerem o risco. Mas muitos sistemas concebidos para gerir pessoas não estão preparados para administrar uma população crescente de agentes de IA, identidades não humanas e fluxos de trabalho autónomos”, afirma Vidya Shankaran, diretora técnica de campo da Commvault. O estudo identifica igualmente lacunas mais amplas ao nível da resiliência operacional. Mais de metade dos inquiridos (57,7%) admite não ter definido completamente o seu negócio mínimo viável, ou seja, os sistemas e processos essenciais para manter a atividade durante uma interrupção. Persistem ainda deficiências na coordenação da recuperação, na implementação de ambientes de recuperação seguros e na preparação para incidentes de cibersegurança. Perante este cenário, a IDC defende a adoção do conceito de Resilience Operations, uma abordagem que procura alinhar as equipas de negócio, segurança, infraestrutura, proteção de dados e recuperação para garantir a continuidade operacional e acelerar a recuperação após incidentes. Segundo a consultora, esta deverá tornar-se uma prática corrente nas organizações nos próximos três a cinco anos. Em paralelo, a Commvault anunciou o lançamento de uma ferramenta de Avaliação de Preparação Cibernética, desenvolvida com base no mesmo modelo de maturidade utilizado no estudo, que permitirá às organizações avaliar o seu nível de preparação em áreas como identidade, proteção, deteção, resposta e recuperação. A solução será disponibilizada nos próximos meses. |