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Maioria das PME portuguesas reforçaram formação em cibersegurança

Cerca de 90% das PME portuguesas reforçaram a formação em cibersegurança devido ao teletrabalho, segundo o relatório Hiscox 2025

27/03/2026

Maioria das PME portuguesas reforçaram formação em cibersegurança

A crescente adoção do teletrabalho e de modelos híbridos está a levar as empresas portuguesas a reforçar a sua preparação em cibersegurança, com destaque para o investimento na formação dos colaboradores.

De acordo com o “Relatório de Ciberpreparação da Hiscox 2025”, cerca de 90% das PME em Portugal afirmam ter investido em formação adicional para equipas em trabalho remoto, com o objetivo de mitigar riscos associados à descentralização dos postos de trabalho.

A formação surge como a principal medida adotada pelas organizações para reforçar a ciber-resiliência, sendo apontada por 74% das empresas como prioridade. Seguem-se o investimento em soluções tecnológicas de segurança, referido por 64%, e a contratação de especialistas, indicada por 61%.

Os dados evidenciam uma mudança de foco, com as empresas a reconhecerem que a segurança digital depende não apenas de tecnologia, mas também da capacidade dos colaboradores para identificar e responder a ameaças.

Apesar deste reforço, a consciencialização continua a ser um desafio. Segundo o estudo, 99% das empresas considera que um maior conhecimento sobre ciberameaças poderia melhorar significativamente o tempo de resposta a incidentes.

Entre os principais fatores apontados estão a necessidade de melhor compreensão prévia das ameaças, mencionada por 68% das organizações, e a capacidade de identificar sinais de ataque em tempo real, referida por 61%.

Além disso, 56% das empresas destacam a importância de clarificar processos de reporte de incidentes, enquanto 44% apontam a necessidade de uma liderança mais eficaz durante situações de crise.

Para a Hiscox, os resultados mostram que a dimensão humana da cibersegurança está a ganhar relevância num contexto de ameaças cada vez mais sofisticadas e frequentes.

A aposta na formação e na consciencialização dos colaboradores surge, assim, como um elemento central para reduzir riscos e melhorar a capacidade de resposta das organizações num ambiente digital cada vez mais exigente.


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