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Palo Alto Networks automatiza deteção de vulnerabilidades

O novo serviço da Unit 42 combina modelos da OpenAI e Anthropic para identificar, validar e ajudar a corrigir vulnerabilidades de forma contínua

24/09/2026

Palo Alto Networks automatiza deteção de vulnerabilidades
Song_about_summer / AdobeStock

A Palo Alto Networks apresentou o Unit 42 Continuous Frontier AI Defense, um serviço de segurança ofensiva com Inteligência Artificial (IA) com agência que utiliza modelos avançados, incluindo o GPT-5.6-Cyber da OpenAI e o Claude Mythos 5 da Anthropic, para procurar e validar exposições nas infraestruturas das empresas.

O serviço realiza testes contínuos à medida que os ambientes tecnológicos se alteram, procurando identificar vulnerabilidades, caminhos de ataque e outras exposições antes de serem explorados por atacantes. A solução sucede ao Frontier AI Defense, apresentado em abril, que disponibilizava uma análise pontual da exposição das organizações.

No centro da oferta está uma arquitetura multi-model desenvolvida pela Unit 42, que encaminha cada tarefa para o modelo de IA considerado mais adequado. Além dos modelos da OpenAI e Anthropic, a plataforma pode recorrer a modelos open weight e combina os resultados com inteligência de ameaças e conhecimento de segurança ofensiva da Unit 42.

A tecnologia permite simular ataques e validar a possibilidade de exploração de vulnerabilidades através de aplicações web próprias e de terceiros, API, infraestruturas cloud, repositórios de código-fonte e ativos de rede. Depois da identificação dos problemas, fornece recomendações de correção, orientações ao nível do código e propostas de aplicação de patches virtuais.

Segundo a Palo Alto Networks, a abordagem foi desenvolvida durante seis meses, com um investimento de 17 milhões de dólares em investigação e desenvolvimento, e utilizada em mais de 100 projetos com clientes da Unit 42.

Nas avaliações realizadas, a empresa afirma ter encontrado exposições em todos os clientes analisados, sendo 37% classificadas como de gravidade elevada ou crítica. A maioria estava relacionada com aplicações desenvolvidas pelas próprias organizações e, entre as exposições encontradas em aplicações de terceiros, mais de dois terços não tinham uma vulnerabilidade CVE conhecida.

Hoje, a cibersegurança moderna exige uma defesa à velocidade das máquinas”, afirma Sam Rubin, Senior Vice President da Unit 42, defendendo a combinação de testes ofensivos, inteligência de ameaças e modelos avançados de IA.

O Continuous Frontier AI Defense está disponível mundialmente através de subscrição anual, com diferentes opções em função dos modelos da OpenAI, Anthropic e de código aberto utilizados.


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