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Ciberataques entre os riscos que mais preocupam as empresas portuguesas

Para além dos ataques cibernéticos, a Marsh Portugal indica que a instabilidade política ou social e a inflação estão entre os três principais riscos para as empresas nacionais

12/04/2023

Ciberataques entre os riscos que mais preocupam as empresas portuguesas

De acordo com os resultados da edição de 2023 do estudo “A Visão das Empresas Portuguesas sobre os Riscos”, desenvolvido pela Marsh Portugal, o risco de ataques cibernéticos é o que mais preocupa as empresas nacionais no que respeita aos riscos que podem enfrentar em 2023. Já no que se refere aos riscos que o mundo vai enfrentar este ano, as lideranças das empresas nacionais apontam a inflação como risco mais relevante.

De acordo com o estudo, os 132 líderes empresariais que participaram no inquérito apontam como principal risco que o mundo vai enfrentar em 2023 a “inflação” (54%), que ocupava a quarta posição no top de riscos esperados em 2022 e registou uma subida de nove pontos percentuais. A “falha de medidas de cibersegurança” (49%) ocupa o segundo lugar neste ranking, perdendo a liderança que registava na edição de 2022 deste estudo, e os “eventos climáticos extremos” (42%) consolidam-se na terceira posição. O top cinco dos riscos que o mundo vai enfrentar tem duas novas entradas em 2023: a “estagnação económica prolongada” (29%), que em 2022 surgia em 15.º lugar, e a “geopolitização de recursos estratégicos” (28%), que sobe uma posição face a 2022.

Focando nos riscos que as empresas consideram que as vão afetar diretamente a nível nacional, os inquiridos colocam o risco “ataques cibernéticos” em primeiro lugar (46%), seguido a curta distância pela “instabilidade política ou social” (45%), que sobe uma posição face ao ano anterior. A terceira posição é ocupada pela “inflação”, um risco adicionado no estudo deste ano à lista de riscos económicos e que aparece no top cinco de riscos mais esperados para 2023 tanto a nível mundial como nacional. A “retenção de talentos” (35%) ocupa a quarta posição e a “falha na cadeia de fornecimento” (33%), risco que ocupava o primeiro lugar nos riscos mais esperados a nível nacional em 2022, fecha este top cinco.

Fernando Chaves, Risk Specialist da Marsh Portugal, afirma que, “olhando para o risco de ciberataques como principal preocupação manifestada pelas empresas nacionais, Portugal revela um nível de maturidade manifestamente baixo na preparação para este tipo de ataques, apesar de ser notória uma cada vez maior consciencialização por parte da gestão de topo e dos responsáveis pela gestão de risco das empresas face ao tema da cibersegurança e as implicações que eventos desta natureza podem ter nas suas organizações”.

De acordo com os participantes no estudo, 50% das empresas afirmam dar elevada importância à prática da gestão de riscos e 34% consideram dar suficiente importância. Apenas 15% afirmam dar pouca importância a esta temática. No que toca ao valor orçamentado para a gestão de riscos verifica-se uma continuidade da tendência registada em 2022: 39% dos inquiridos indicam que o valor aumentou em 2023; 42% afirmam que o valor estabilizou; 17% avançam não saber qual o valor orçamentado para a gestão de riscos nas suas empresas e 2% dizem que este valor diminuiu.

Fernando Chaves sublinha a importância de as empresas integrarem a gestão de riscos como prática decisiva na condução estratégica das organizações. “Uma gestão de riscos mais eficaz coloca as empresas no caminho da resiliência, contribuindo para que se encontrem mais bem preparadas para enfrentar um mundo cada vez mais complexo e volátil. Será importante perceber ao longo dos próximos anos se o investimento concretizado se materializou numa maior capacidade de adaptação das empresas e superação do quadro económico exigente vivido atualmente”, diz.


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