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Comunicação social poderá ser o novo alvo favorito dos hackers

O ataque ao grupo Impresa é um de vários ataques à comunicação social, que se têm multiplicado nos últimos meses

07/01/2022

Comunicação social poderá ser o novo alvo favorito dos hackers

Os ataques a grupos e órgãos de comunicação social têm vindo a multiplicar-se – como o ataque ao grupo Impresa. A S21sec afirma que o ataque à Impresa “é mais um exemplo de como os media são os novos alvos favoritos dos hackers”, pelo que o incidente que afetou o Expresso e a SIC é o mais recente de uma longa lista de ciberataques a meios de comunicação, incluindo jornais, revistas, entre outros, conta a empresa.

Este tipo de ataques é cada vez mais comum e afeta organizações de todos os setores e dimensões: os cibercriminosos – neste caso, pertencentes ao Lapsus$ – obtém informações privadas dos meios de comunicação e aproveitam-se desses dados para começar um processo de chantagem, normalmente relacionada com extorsão de dinheiro. Mais, a S21sec diz que o Lapsus$ poderá ter obtido informações privadas após acederem a servidores Amazon Web Services mal configurados.

Depois de acederem aos servidores AWS do grupo Impresa, os cibercriminosos ameaçaram divulgar a informação obtida se a empresa não efetuasse um pagamento, como indicado numa nota de resgate carregada nas páginas web da Impresa. É de notar que, durante este incidente, os cibercriminosos também levaram a cabo ações de defacing, um tipo de ataque dirigido a um website, caracterizado pela modificação da sua aparência visual, afirma a S21sec em comunicado.

A S21sec relembra que, nos últimos meses, foram observados ataques direcionados contra grupos de media, tais como o ataque de ransomware contra o grupo norueguês Amedia (o segundo maior grupo de media do país e um dos mais importantes a nível europeu); o incidente de segurança em outubro que levou à fuga de milhares de dados do Twitch, uma plataforma utilizada por numerosos meios de comunicação social para a publicação de notícias ou programas; o ataque de ransomware, também em outubro, contra o grupo de comunicação social Sinclair, que levou a que se paralisassem as emissões televisivas; ou a operação de espionagem contra jornalistas com o spyware Pegasus.


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