News
O novo financiamento vai permitir à ENISA coordenar serviços privados de resposta a incidentes através da Reserva de Cibersegurança da UE, com o objetivo de reforçar a capacidade europeia de reação e recuperação perante ciberataques de grande escala
29/08/2025
|
A Agência da União Europeia para a Cibersegurança (ENISA, na sigla em inglês) vai receber um financiamento adicional de 36 milhões de euros para gerir a Reserva de Cibersegurança da União Europeia, criada no âmbito da Lei de Solidariedade em Cibersegurança. O mecanismo reúne serviços privados de resposta a incidentes e destina-se a reforçar a reação a grandes ciberataques que afetem Estados-membros, instituições da UE e países associados ao Programa Europa Digital (DEP, na sigla em inglês), como o Reino Unido e a Ucrânia. O “acordo de contribuição” assinado pela ENISA garante à agência um financiamento adicional, a aplicar ao longo de três anos, destinado para a aquisição de serviços de resposta a incidentes e avaliação de pedidos de apoio das autoridades de gestão de crises em cibersegurança dos Estados-membros e do CERT-UE. As solicitações de apoio provenientes dos países do DEP vão ser encaminhadas à Comissão Europeia. Apenas entidades dos setores críticos referenciados na Diretiva NIS2 serão elegíveis para assistência no contexto dos Estados-membros. A ENISA esclareceu que, caso os “serviços pré-comprometidos” não sejam utilizados, estes podem vir a ser convertidos em iniciativas de prevenção e preparação para incidentes. O diretor executivo da agência, Juhan Lepassaar, afirmou que ficar “encarregue de um projeto tão proeminente coloca a ENISA no centro das atenções como um parceiro confiável para a comunidade europeia de cibersegurança”. O responsável acrescenta ainda que este papel “permite que a ENISA abra novos caminhos em direção a um mercado único digital ainda mais seguro ao nível da cibersegurança”. Paralelamente, a ENISA trabalha na implementação de um esquema europeu de certificação de cibersegurança para serviços de segurança geridos (MSS), cujo foco inicial será a resposta a incidentes através da Reserva de Cibersegurança da UE. Os fornecedores de MSS devem, por isso, certificar os seus serviços dois anos após o lançamento do esquema, que teve a sua primeira edição lançada no ano passado. |