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ManageEngine: “Se não houver uma base sólida, não há nenhuma ferramenta que salve”

Lisboa recebeu o ITCon Portugal 2026, um evento organizado pela ManageEngine para apresentar uma “fórmula para uma gestão eficiente de IT”

19/05/2026

ManageEngine: “Se não houver uma base sólida, não há nenhuma ferramenta que salve”

A ManageEngine realizou esta terça-feira, 19 de maio, o ITCon Portugal 2026 num hotel em Lisboa. O objetivo, diz a empresa, é apresentar uma “fórmula para uma gestão eficiente de IT”. A cidade do Porto recebe o mesmo evento no dia 21 de maio.

Andrés Mendoza, Technical Director para Europa do Sul e LATAM na ManageEngine, deu as boas-vindas aos presentes e apresentou a empresa, relembrando que a ManageEngine é uma unidade de negócio da Zoho. A Zoho começou com a WebNMS e em 2022 abriu a ManageEngine com o objetivo de lançar soluções de gestão de IT empresarial. “O objetivo é monitorizar os switches, as firewalls e as aplicações que estão a correr dentro da infraestrutura”, explicou.

Aos dias de hoje, a empresa tem mais de 20 mil funcionários em todo o mundo com escritórios um pouco por todo o mundo para “estar mais perto dos nossos clientes, dos nossos parceiros e falar a mesma língua”. Para a Europa, há um “escritório central para toda a Europa em Utrech, nos Países Baixos”. Ainda não há escritório em Portugal, apenas em Espanha, mas há “recursos dedicados no país”.

Andrés Mendoza, Technical Director para Europa do Sul e LATAM na ManageEngine, durante o ITCon Portugal 2026, em Lisboa

Os nossos produtos, mesmo os que funcionam na cloud, funcionam nos nossos próprios data centers; não trabalhamos com os hyperscalers. Temos um data center principal nos Países Baixos e o secundário na Irlanda”, explicou Andrés Mendoza.

O nosso compromisso é trabalhar para a soberania dos dados. Se Portugal, ou Espanha, ou França, daqui a um, dois ou cinco anos obrigar a que os dados estejam localizados no país, vamos trabalhar para abrir um data center no país”, garante o Technical Director.

A ManageEngine conta com soluções de gestão de serviços, gestão de identidade e acessos, gestão do endpoint e da segurança, gestão de eventos e informação de segurança e analítica de IT avançada. Com a ManageEngine, é possível “gerir as infraestruturas de IT das organizações”, seja a força de trabalho, o local de trabalho ou os workloads. Andrés Mendoza partilhou, também, que as soluções estão disponíveis em on-premises e, também, num modelo as-a-Service. “Não vendemos produtos ou features; vendemos soluções para resolver problemas nas organizações”, concluiu Andrés Mendoza.

A gestão de identidades

José Fonseca, Technical Consultant na ManageEngine para a Ibéria, subiu ao palco da ITCon Portugal 2026 para com o tema “Controlar e Proteger: A Chave da Gestão de Identidades”.

O ponto de partida é a identidade, o novo perímetro das organizações. No mundo híbrido, diz José Fonseca, a pergunta deixou de ser ‘onde está o utilizador?’ e passou a ser ‘quem é, que risco tem e a que acede?’. “Sem um IAM maduro, o zero trust é um PowerPoint bonito”, explica.

A dor típica nos clientes não é a falta de ferramentas, mas a fragmentação operacional. Assim, é difícil “assegurar que o ciclo de vida das identidades se mantém”. “O utilizador que muda regularmente de password pode ser auditado; um que entra sempre num local, mas que passa a entrar a partir de outro local, passa a ser auditado dentro da ferramenta para que se possa proteger a organização”, diz.

A nossa visão é ter o AD360 – o produto – no centro, complementado pelo o ADManager Plus e o ADAudit Plus. Depois, ter o ADSelfService Plus e o PAM360”, diz. É possível governar, proteger e auditar a “camada executiva da identidade”.

José Fonseca partilhou, também, um use case comercial de um “onboarding sem improviso”. É possível criar um template, ter a aprovação e a evidência do que foi feito. Com o ADAudit Plus, as organizações podem transformar alterações eme vidência e “a auditoria não deve começar quando o auditor chega, mas sim estar sempre pronta” e saber quem é que alterou alguma coisa, o que aconteceu e se foi normal.

Com a ferramenta ADSelfService Plus é possível ter “segurança sem bloquear produtividade” através de menos chamadas ao help desk, mais múltiplo fator de autenticação e, de uma forma geral, uma melhor experiência de login. “Além de ter este fator múltiplo de autenticação, também é possível juntar um single sign-on”, acrescenta José Fonseca.

Já o PAM360 permite controlar os acessos privilegiados. É possível adquirir a ferramenta de forma independente, mas a ManageEngine aconselha a que a mesma seja adquirida no pacote da empresa. “As credenciais privilegiadas, sessões, rotação, IT e auditoria podem estar num só ponto de controlo”, afirma José Fonseca. O Pam360 integra com o AdManager Plus para gerir grupos de segurança AD, suportar elevação JIT e sincronizar a rotações de palavras-passe com contas de domínio mapeadas. Assim, o valor real “surge quando as ferramentas deixam uma cadeia de custódia daquilo que acontece”.

Se não houver uma base sólida, não há nenhuma ferramenta que vos vá salvar”, indica José Fonseca. “Estamos disponíveis para vos ajudar, para vos explicar as integrações e estas questões que são relevantes para as vossas operações”.

O zero trust é a base de tudo, explica José Fonseca. Não só não confiar e verificar sempre, mas também é necessário auditar tudo. É preciso provar quem teve acesso, quem aprovou, quem usou e quem alterou. “Temos uma plataforma cloud-ready de IAM, um risk-bases access, automation fabric, identity governance e inteligência artificial assistida”, concluiu.


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