Opinion
Em junho de 2021, lançámos a primeira edição da IT Security com uma hipótese simples: os diretores de cibersegurança e CISO em Portugal precisavam de uma publicação focada nos desafios estratégicos, técnicos e organizacionais da função. Cinco anos e 30 edições depois, essa hipótese confirmou-se de formas que não antecipávamos por completo
Por Rui Damião . 27/05/2026
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O mercado de 2021 era diferente. As organizações começavam a entender que a cibersegurança não era apenas uma questão do IT, mas ainda faltava maturidade na gestão de risco, nos processos e na articulação estratégica da função. Hoje, vemos progressos tangíveis: mais organizações com programas estruturados, maior consciência de conformidade regulatória, investimento crescente em capacitação de equipas. Mas o caminho está longe de estar terminado. A sofisticação das ameaças evolui mais rapidamente do que a capacidade de resposta de muitas estruturas e o défice de talento continua a ser um desafio. Nestes cinco anos, aprendemos que o que mais valorizam é a informação acionável: curadoria de vulnerabilidades, casos práticos de implementação, discussão franca sobre falhas e lições aprendidas. Foi isso que moldou a nossa abordagem editorial e nos levou a expandir para lá da publicação. A IT Security Conference, que este ano chega à quinta edição em Lisboa, e a IT Security Summit, lançada em 2025 na zona Norte, consolidaram-se como espaços onde a comunidade se encontra, partilha experiências e constrói redes de colaboração essenciais numa função frequentemente isolada dentro das organizações. O crescimento da IT Security, muito acima das expectativas iniciais, reflete a necessidade de uma plataforma dedicada exclusivamente a quem gere cibersegurança em Portugal. Continuamos comprometidos com essa missão: fornecer informação relevante, promover debate sério sobre os desafios reais da função e contribuir para elevar a maturidade do ecossistema de cibersegurança nacional. Os próximos cinco anos vão trazer novos desafios: regulação mais exigente, ameaças mais complexas e uma pressão acrescida sobre recursos limitados. Estaremos aqui para os acompanhar. |