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MSSP, Zero Trust e Microsegmentação: o novo tripé da cibersegurança em Portugal

A cibersegurança em Portugal vive hoje uma tensão constante entre complexidade e urgência.

Por Elizabeth Alves, Sales Manager, Exclusive Networks Portugal . 23/07/2025

MSSP, Zero Trust e Microsegmentação: o novo tripé da cibersegurança em Portugal

As infraestruturas híbridas, os ambientes cloud, o trabalho remoto e as exigências de compliance (como a NIS2 ou DORA) vieram expor lacunas que não se resolvem com firewalls e antivírus. Pior: muitas empresas não têm equipas de segurança internas capazes de responder com eficácia a estas exigências.

Perante este cenário, a procura por serviços de cibersegurança geridos (MSSP) tem vindo a crescer de forma sustentada. Estes serviços permitem às organizações aceder a tecnologias de topo, gestão contínua de ameaças e apoio especializado, sem necessidade de investimento inicial elevado.

Através dos MSSP, PME e grandes organizações em Portugal conseguem garantir níveis de proteção que, até há pouco tempo, pareciam inalcançáveis.

E porquê? Porque montar internamente uma estrutura de segurança eficaz implica investimentos pesados em tecnologia, contratação de perfis técnicos escassos, operação 24/7, capacidade de atualização constante e resposta a incidentes em tempo real, algo fora do alcance da maioria das empresas nacionais.

É por isso que muitas organizações começam a colocar a questão essencial:
“Será que ainda faz sentido manter tudo in-house? Ou faz mais sentido confiar a operação de segurança a quem tem escala, tecnologia e experiência?”

A sua empresa teria capacidade para detetar, isolar e conter um ataque lateral dentro da rede - a meio da noite, sem equipa disponível?

Da tecnologia ao ecossistema: proteger deixou de ser uma tarefa solitária

Nos primeiros anos da cibersegurança, bastava instalar ferramentas: firewall, antivírus, antispam. A proteção era feita por tecnologia. Hoje, isso já não chega. A complexidade dos ambientes, a velocidade das ameaças e a escassez de talento obrigam as empresas a pensar não em produtos, mas em ecossistemas: conjuntos de soluções que falam entre si, operadas por parceiros de confiança, com suporte contínuo e visão estratégica.

E é precisamente aí que o modelo MSSP e a lógica de ecossistema se cruzam. Para muitas empresas, o desafio já não está em escolher o produto certo, está em garantir que a arquitetura, os serviços e os recursos certos estão alinhados e integrados.

O desafio? Mapear tudo, identificar, perceber, gerir, manter, monitorizar, desenhar a melhor solução. Muitos dos problemas que surgem devem-se a soluções mal dimensionadas, à falta de recursos e de know-how para as gerir. Não basta instalar uma solução e dar o processo como concluído.

Neste novo contexto torna-se essencial contar com um parceiro que compreenda a realidade do terreno e ajude a traduzi-la em soluções concretas. “Tão importante como a tecnologia é o trabalho de proximidade: a consultoria, a formação, a gestão, a manutenção e a monitorização das ferramentas. Sempre acompanhámos os nossos clientes e parceiros em todo o processo. Por isso, sabemos que o nosso apoio é decisivo para o sucesso de cada implementação”, sublinha Elizabeth Alves, Sales Manager, Exclusive Networks Portugal.

“A Exclusive Network mantém uma presença sólida junto do canal e dos fabricantes, e tem vindo a trabalhar lado a lado com os seus parceiros para desenhar estratégias de segurança ajustadas ao perfil e maturidade de cada organização. Esse trabalho inclui desde o aconselhamento técnico e comercial, até ao apoio direto na construção e operação de ofertas geridas, sempre com foco na integração eficaz de tecnologias de segurança, cloud e infraestrutura.”

Zero Trust: confiar apenas no que é verificável

No centro da transformação da segurança digital está o modelo Zero Trust, que parte de um princípio claro: não confiar por defeito em nenhum utilizador, sistema ou aplicação — mesmo dentro da rede corporativa.

A lógica é simples, mas a sua implementação exige mais do que uma mudança tecnológica — implica uma nova forma de pensar a confiança, o acesso e o risco.

Durante anos, a maioria das infraestruturas digitais baseou-se na ideia de perímetro: tudo o que estava “dentro” era considerado seguro. Mas o crescimento da cloud, do trabalho remoto e das aplicações distribuídas tornou esse modelo obsoleto.

Hoje, os ataques acontecem dentro da rede tanto quanto fora dela e, muitas vezes, são silenciosos, persistentes e quase invisíveis.

É aqui que o Zero Trust se torna relevante: ao aplicar verificação contínua, controlo granular de acessos e monitorização baseada em contexto, reduz drasticamente a superfície de ataque.
Mas para que este modelo funcione na prática, é necessário mais do que política: é preciso arquitetura.

É aí que entra a microsegmentação como componente-chave. Ao permitir isolar zonas críticas da infraestrutura, evita movimentos laterais de atacantes, limita o acesso indevido e reduz o impacto de qualquer incidente a uma fração mínima. Em vez de proteger “tudo de uma vez”, protege-se o que é preciso, quando é preciso, com base em regras claras.

Microsegmentação que funciona, sem complicações

Implementar microsegmentação sempre foi visto como um processo moroso e complexo. Durante anos, exigiu alterações à infraestrutura, instalação de agentes, mapeamento manual de acessos e um investimento técnico considerável, algo muitas vezes fora do alcance de equipas reduzidas.

É neste ponto que surgem novas soluções pensadas para a realidade do terreno. Um exemplo claro é o da tecnologia de microsegmentação automatizada recentemente integrada no portefólio da Exclusive Networks, com foco na eliminação de complexidade técnica e redução do tempo de implementação.

Uma das soluções mais relevantes neste contexto é a da Zero Networks, que permite criar políticas de acesso com base no comportamento real dos utilizadores e aplicações, sem agentes, e com integração direta com ambientes Microsoft e Active Directory. O processo é quase invisível para o utilizador final, mas altamente eficaz na contenção de riscos e acessos não autorizados.

“Esta solução permite ativar segurança lateral e segmentação de aplicações críticas em apenas dias, sem fricção operacional. É o tipo de abordagem que o mercado português valoriza - simples, eficaz e com retorno visível”, acrescenta Elizabeth Alves.

Para muitas empresas portuguesas, especialmente aquelas que não têm uma equipa de cibersegurança dedicada, esta abordagem representa um salto qualitativo imediato. Permite aplicar os princípios do Zero Trust de forma prática e escalável, sem reformular toda a arquitetura da rede. E, sobretudo, liberta as equipas para se concentrarem na operação, e não na complexidade da proteção.

5 sinais de que está na hora de evoluir

  • A equipa de IT não tem recursos para gerir alertas 24/7
  • A proteção atual depende de perímetros fixos ou confiança implícita
  • O controlo de acessos entre departamentos é inexistente
  • Os requisitos de compliance aumentaram (NIS2, DORA)
  • A visibilidade lateral da rede é praticamente nula

Se respondeu "sim" a 2 ou mais pontos, é provável que a sua empresa precise de repensar a estratégia de cibersegurança.

Segurança eficaz é segurança integrada

A cibersegurança eficaz já não se constrói com camadas soltas de tecnologia. Constrói-se com visão estratégica, simplicidade operacional e integração real entre soluções e serviços.

“É este o princípio que orienta o trabalho da Exclusive Networks com os seus parceiros e fabricantes. O objetivo é sempre ajudar o mercado a evoluir de modelos reativos para arquiteturas de proteção coordenada, adaptadas às necessidades reais das organizações.”

Ao combinar soluções líderes com conhecimento técnico local, a EXN ajuda empresas em Portugal a implementar estratégias Zero Trust, microsegmentação e serviços MSSP com retorno visível, sem complicações desnecessárias.

 

Conteúdo co-produzido pela MediaNext e pela Exclusive Networks


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