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Ataques a sistemas militares impulsionam investimento em cibersegurança

O mercado global de ciberguerra deverá quase duplicar até 2031, para 28,75 mil milhões de dólares, impulsionado pelo aumento dos ataques e pela digitalização dos sistemas militares

20/09/2026

Ataques a sistemas militares impulsionam investimento em cibersegurança
esman / AdobeStock

O investimento em cibersegurança no setor da Defesa deverá aumentar significativamente nos próximos cinco anos, à medida que crescem os ataques contra redes e sistemas militares e os governos reforçam também as suas capacidades cibernéticas ofensivas.

Segundo um relatório da MarketsandMarkets, o mercado global de ciberguerra deverá passar de 14,99 mil milhões de dólares em 2026 para 28,75 mil milhões em 2031, praticamente duplicando de dimensão.

A evolução é atribuída, entre outros fatores, ao aumento dos ataques contra redes militares e sistemas utilizados em missões. A crescente dependência de plataformas conectadas, serviços cloud e redes digitais de comando e controlo está também a aumentar a superfície de ataque das organizações de Defesa.

De acordo com a consultora, os investimentos deverão abranger áreas como deteção de ameaças, inteligência cibernética, segurança de redes, ferramentas para operações ofensivas e formação especializada. O aumento dos orçamentos de Defesa e o desenvolvimento de programas nacionais de ciberguerra deverão contribuir igualmente para o crescimento do mercado.

Outro fator é a maior aposta dos governos ocidentais em capacidades cibernéticas ofensivas, sobretudo contra grupos que operam a partir de jurisdições onde a atuação das autoridades policiais é limitada. Nos Estados Unidos, por exemplo, a administração de Donald Trump autorizou em agosto de 2026 agências federais a colaborar com empresas privadas em operações cibernéticas ofensivas contra atores estrangeiros que ataquem o país.

A Europa deverá representar a maior fatia do mercado de ciberguerra até 2031, segundo as previsões. A evolução deverá ser apoiada pelos investimentos dos governos europeus em capacidades militares cibernéticas, assim como pelas iniciativas da NATO para desenvolver capacidades partilhadas e realizar exercícios conjuntos.

A segurança baseada em cloud deverá ser o segmento com maior crescimento durante o período analisado. A MarketsandMarkets relaciona esta evolução com a utilização crescente da cloud para armazenar e processar dados e aplicações militares e apoiar operações cibernéticas.

A adoção de ambientes híbridos e multicloud deverá aumentar também a procura de ferramentas de segurança capazes de operar de forma integrada entre diferentes redes e plataformas militares.


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