Threats
Os alertas divulgados pelo CNCS entre 27 e 31 de julho abrangem vulnerabilidades críticas e ativamente exploradas em produtos da Check Point, Fortinet, Ruby on Rails e Cisco
03/08/2026
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O Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS) publicou, entre 27 e 31 de julho, quatro alertas de vulnerabilidade que afetam soluções da Check Point, Fortinet, Ruby on Rails e Cisco. Entre as falhas identificadas encontram-se vulnerabilidades críticas que podem permitir acesso não autorizado, comprometimento de sistemas e escalada de privilégios, sendo que, num dos casos, existe confirmação de exploração ativa. No dia 27 de julho, o CNCS alertou para uma vulnerabilidade crítica (CVSS 9,1) no Check Point Security Management Server e Multi-Domain Security Management Server (MDS). A falha permite a um atacante remoto, sem autenticação, obter um token de sessão e aceder ao SmartConsole com privilégios administrativos, desde que o servidor de gestão esteja acessível pela Internet e sem restrições nos Trusted Clients. O CNCS recomenda a aplicação imediata dos Jumbo Hotfixes disponibilizados pela Check Point e a restrição do acesso ao Management Server. No dia seguinte, 28 de julho, foi divulgado um alerta relativo ao Fortinet FortiOS, referente a uma vulnerabilidade de severidade média (CVSS 5,9) no componente SSL-VPN. Embora não constitua um vetor inicial de ataque, a falha pode ser explorada para prolongar o acesso a equipamentos previamente comprometidos e expor informação sensível. O CNCS recomenda a atualização para as versões FortiOS 7.4.7 ou 7.6.2, bem como a verificação de sinais de comprometimento antes de considerar o problema resolvido. A 30 de julho, o CNCS publicou um alerta para uma vulnerabilidade crítica (CVSS 9,5) no Active Storage do Ruby on Rails. A falha afeta aplicações que utilizem o processador libvips para tratamento de imagens e permite a um atacante remoto ler ficheiros do servidor através do carregamento de imagens manipuladas. Segundo o CNCS, entre os ficheiros potencialmente expostos encontram-se credenciais críticas, chaves mestras, credenciais de bases de dados e de serviços de armazenamento, o que poderá facilitar a execução de código e o movimento lateral para outros sistemas. A recomendação passa pela atualização imediata para as versões corrigidas do activestorage e pela substituição de todos os segredos potencialmente comprometidos. Já no dia 31 de julho, o alerta incidiu sobre o Cisco Secure Firewall Management Center (FMC), onde foi identificada uma vulnerabilidade (CVSS 5,3) causada pela existência de credenciais estáticas incorporadas no software. A falha permite que um atacante remoto inicie sessão através da interface de gestão web e aceda a informação sensível. Embora a classificação CVSS seja de severidade média, a Cisco considera o impacto global elevado, uma vez que a vulnerabilidade pode ser combinada com outras falhas para obter privilégios superiores. O fabricante confirmou ainda que esta vulnerabilidade está a ser ativamente explorada desde julho de 2026. O CNCS recomenda a aplicação imediata dos hot fixes disponibilizados para cada versão afetada, a redefinição de credenciais e certificados e a análise dos sistemas para detetar eventuais sinais de compromisso. O Centro Nacional de Cibersegurança aconselha as organizações que utilizam estas tecnologias a aplicarem as atualizações de segurança disponibilizadas pelos fabricantes e a verificarem se existem indícios de exploração ou de comprometimento dos sistemas antes de retomarem a operação normal. |