Threats
O cenário expõe empresas e particulares a riscos acrescidos de cibersegurança, já que as vulnerabilidades deixarão de ser corrigidas
02/10/2025
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Quase metade dos utilizadores de PC em Portugal ainda recorre ao Windows 10, apesar de a Microsoft encerrar o suporte oficial ao sistema operativo já no próximo dia 14 de outubro. O alerta é da Kaspersky, que sublinha os riscos de cibersegurança associados à falta de atualizações e correções de vulnerabilidades. Segundo os dados da Kaspersky Security Network, que analisou metadados anónimos partilhados por utilizadores que consentiram a recolha, 49,9% dos portugueses continuam a utilizar o Windows 10, enquanto apenas 42,3% já migraram para o Windows 11. Por segmentos, 45,9% das empresas e 50,6% dos utilizadores individuais mantêm-se na versão antiga, face a 43% e 42,7%, respetivamente, que já atualizaram. No sul da Europa, a situação é ainda mais crítica: 51% dos utilizadores continuam com Windows 10 e apenas 34% já utilizam o Windows 11. Além disso, 8% dos dispositivos nesta região ainda funcionam com Windows 7, descontinuado desde 2020 — o dobro da percentagem registada em Portugal. A nível mundial, a utilização do Windows 10 continua elevada: 60,7% na Rússia, 52,9% na região META, 51,6% na Europa, 49,4% nas Américas e 47,3% na região Ásia-Pacífico (APAC). A Kaspersky alerta que, quando um sistema operativo chega ao fim da sua vida útil, as vulnerabilidades deixam de ser corrigidas, abrindo portas a ciberataques. Isto torna urgente a migração para sistemas operativos suportados, seja em contexto individual ou empresarial. |