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A Colt Technology Services alargou a sua oferta de serviços geridos de rede e segurança em Portugal com novas soluções baseadas em tecnologia Fortinet. A proposta combina conectividade e cibersegurança, procurando reduzir a complexidade operacional das empresas e preparar as infraestruturas para a adoção de mecanismos de criptografia pós-quântica
04/11/2026
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A Colt Technology Services anunciou o alargamento da sua oferta de SD-WAN e SASE em Portugal, através da integração de tecnologia da Fortinet nos seus serviços geridos de conectividade e segurança. A iniciativa pretende responder às necessidades das organizações que procuram simplificar a administração das redes empresariais, garantir políticas de segurança consistentes e preparar as infraestruturas para a evolução das ameaças, incluindo os riscos associados à computação quântica. A nova oferta combina a rede global da Colt e a sua experiência na prestação de managed services com as capacidades de SD-WAN seguro e SASE unificado da Fortinet. O lançamento surge num contexto de crescente convergência entre redes e cibersegurança, impulsionado pela utilização de aplicações na cloud, pela dispersão geográfica das operações empresariais e pela necessidade de garantir acessos seguros a colaboradores que trabalham a partir de diferentes localizações. A Colt pretende responder a estes desafios através de um modelo de serviço gerido que centraliza a conectividade e a aplicação de políticas de segurança, reduzindo a necessidade de as empresas administrarem separadamente diferentes componentes tecnológicos. Complexidade das infraestruturas condiciona equipas de segurançaA aposta da Colt é sustentada pelos resultados do seu estudo “Cost of Complexity”, que identifica a gestão das infraestruturas tecnológicas como um desafio para as organizações. Segundo os dados divulgados, 36% das empresas consideram a segurança e a conformidade fontes significativas de complexidade, enquanto 53% dos responsáveis inquiridos reconhecem que a complexidade das infraestruturas de IT provoca frustração nas respetivas equipas de segurança. Estes resultados apontam para dificuldades que ultrapassam a implementação de ferramentas de proteção, envolvendo também a integração de diferentes tecnologias, a manutenção de políticas consistentes e a gestão de ambientes distribuídos. A multiplicação de fornecedores e plataformas pode aumentar a carga operacional das equipas de IT e cibersegurança, particularmente quando as organizações necessitam de assegurar níveis de proteção equivalentes nas instalações físicas, nos acessos remotos e nas aplicações alojadas na cloud. É neste contexto que a Colt apresenta a integração entre SD-WAN e SASE como uma forma de reduzir a fragmentação tecnológica. A abordagem permite combinar a gestão inteligente da conectividade com funcionalidades de segurança disponibilizadas através de uma arquitetura integrada, procurando simplificar a administração e melhorar a consistência das políticas aplicadas aos diferentes utilizadores e localizações. “As novas soluções SD-WAN e SASE da Colt, baseadas em tecnologia Fortinet, ajudam os clientes a simplificar a forma como ligam e protegem os seus colaboradores, as suas aplicações e os seus dados, reunindo conectividade e segurança num único serviço gerido”, afirma Peter Coppens, VP Product da Colt Technology Services, em comunicado. O responsável acrescenta que esta integração pretende proporcionar maior proteção e operações mais simples, criando simultaneamente condições para responder à evolução das ameaças. Serviços geridos combinam rede global da Colt com segurança FortinetA nova oferta assenta na combinação das capacidades de conectividade da Colt com as soluções Secure SD-WAN e Unified SASE da Fortinet, permitindo disponibilizar políticas de segurança uniformes em diferentes ambientes empresariais. O objetivo é facilitar a ligação entre instalações, utilizadores remotos e aplicações, independentemente da localização dos recursos ou da forma como são acedidos. A arquitetura SASE (Secure Access Service Edge) procura aproximar as funções de rede e segurança, permitindo que os mecanismos de proteção acompanhem os utilizadores e as aplicações em vez de dependerem exclusivamente de uma infraestrutura centralizada. Quando disponibilizada como serviço gerido, esta abordagem pode reduzir as tarefas de configuração, monitorização e manutenção assumidas diretamente pelas equipas internas, transferindo parte dessas responsabilidades para o fornecedor. A Colt refere que a oferta contempla modelos de implementação flexíveis, incluindo ambientes com um único fornecedor tecnológico ou com vários fornecedores. Esta possibilidade é relevante para organizações que já possuem investimentos em diferentes soluções de rede e segurança e que pretendem evoluir a infraestrutura sem necessariamente substituir todos os componentes existentes. “Os clientes precisam de um acesso seguro que funcione de forma consistente nas suas filiais, para os seus utilizadores remotos e nas aplicações na cloud, sem aumentar o nível de complexidade operacional”, afirma Ramnath Shenai, Director of Products and Solutions da Fortinet, também em comunicado. Segundo o responsável, a combinação da rede global e dos serviços geridos da Colt com as capacidades de SD-WAN e SASE da Fortinet pretende proporcionar uma abordagem integrada à proteção dos utilizadores e das aplicações empresariais. A parceria reforça também o posicionamento das duas empresas num mercado em crescimento. De acordo com previsões do Dell'Oro Group, o mercado global de SASE deverá registar uma taxa de crescimento anual composta de 15%, atingindo um valor de 24 mil milhões de dólares até 2030. A expansão reflete a procura por soluções que permitam integrar conectividade, controlo de acessos e segurança em ambientes empresariais cada vez mais distribuídos. Criptografia pós-quântica integra preparação para novas ameaçasUm dos elementos destacados pela Colt é a preparação da nova oferta para suportar capacidades de criptografia pós-quântica, destinadas a responder aos riscos que poderão surgir com a evolução da computação quântica. A empresa pretende que as organizações possam adaptar progressivamente as suas infraestruturas de comunicação a novos mecanismos criptográficos, sem comprometer a continuidade dos serviços de conectividade e segurança. A preocupação está relacionada, em particular, com o cenário conhecido como harvest now, decrypt later, no qual atacantes intercetam e armazenam atualmente comunicações cifradas com o objetivo de as decifrar no futuro, caso venham a dispor de capacidade computacional suficiente. Este risco é especialmente relevante para organizações que transmitem informação sensível com requisitos de confidencialidade de longo prazo, uma vez que os dados capturados hoje poderão continuar a ter valor quando estiverem disponíveis tecnologias capazes de comprometer determinados algoritmos criptográficos. A criptografia pós-quântica procura responder a este desafio através de algoritmos concebidos para resistir a ataques realizados tanto por computadores convencionais como por futuros computadores quânticos suficientemente avançados. A sua adoção nas infraestruturas empresariais exige, contudo, planeamento e compatibilidade entre diferentes componentes de rede, sistemas e aplicações, tornando a preparação dos serviços de conectividade um elemento importante das estratégias de segurança a longo prazo. A Colt indica que a nova oferta foi concebida para suportar estas capacidades, mas não especifica quais os algoritmos pós-quânticos abrangidos, os componentes em que serão aplicados ou o calendário previsto para a sua disponibilização. Assim, o anúncio deve ser entendido como uma preparação tecnológica para a integração destes mecanismos, e não como a confirmação de que todas as comunicações asseguradas pelo serviço já utilizam criptografia pós-quântica. Com esta iniciativa, a Colt procura reforçar a sua presença no mercado português de serviços geridos de rede e segurança, combinando a procura atual por simplificação operacional com a necessidade de preparar as infraestruturas para ameaças emergentes. Para os clientes empresariais, a proposta assenta na possibilidade de concentrar conectividade e proteção num serviço integrado, mantendo flexibilidade na evolução tecnológica e reduzindo a complexidade associada à gestão de ambientes distribuídos. |