News

Identidades não humanas expõem falhas de segurança

Falta de visibilidade e controlo agrava exposição a incidentes e empresas enfrentam riscos crescentes com identidades não humanas

10/04/2026

Identidades não humanas expõem falhas de segurança

As organizações estão a enfrentar um aumento dos riscos de cibersegurança à medida que expandem o uso de identidades não humanas e sistemas baseados em Inteligência Artificial (IA), muitas vezes sem os níveis adequados de controlo e visibilidade, de acordo com a Keeper Security.

De acordo com o estudo, baseados num inquérito a 109 profissionais de cibersegurança realizado durante a RSA Conference 2026, estas identidades, que incluem contas de serviço, chaves API, automação e ferramentas com IA, estão já profundamente integradas nas infraestruturas modernas e operam frequentemente com privilégios elevados.

Cerca de 46% dos inquiridos indicam que ferramentas baseadas em IA têm acesso a sistemas e dados críticos, enquanto 76% afirmam que estas identidades não são consistentemente geridas sob políticas de acesso privilegiado.

A visibilidade surge como um dos principais desafios. Apenas 28% das organizações dizem ter uma visão completa das identidades não humanas em ambientes cloud, on-premises e SaaS. Mais de metade (53%) identifica a falta de visibilidade sobre acessos automatizados como o principal risco de segurança.

O estudo aponta ainda para lacunas ao nível da governação. Muitas organizações continuam a gerir estas identidades através de múltiplas ferramentas e equipas, resultando em políticas inconsistentes e falta de controlo centralizado.

A capacidade de deteção também é limitada: apenas 26% das organizações utilizam mecanismos automatizados para monitorizar a atividade destas identidades. Como consequência, mais de 40% reportaram incidentes de segurança relacionados com identidades não humanas no último ano, enquanto 32% não conseguem determinar se foram alvo deste tipo de ataque.

Darren Guccione, CEO da Keeper Security, sublinha que a crescente automação e utilização de IA está a aumentar a complexidade da gestão de identidades, exigindo uma abordagem mais integrada e centralizada.

A RSA Conference, onde foi realizado o inquérito, reúne anualmente profissionais e líderes de cibersegurança, permitindo captar tendências e desafios emergentes no setor.

O estudo conclui que a proteção de identidades não humanas será um elemento crítico na segurança das organizações, exigindo maior visibilidade, controlo de acessos e monitorização contínua num contexto de crescente automação dos sistemas.


NOTÍCIAS RELACIONADAS

RECOMENDADO PELOS LEITORES

REVISTA DIGITAL

IT SECURITY Nº29 ABRIL 2026

IT SECURITY Nº29 ABRIL 2026

NEWSLETTER

Receba todas as novidades na sua caixa de correio!

O nosso website usa cookies para garantir uma melhor experiência de utilização.