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Polícia australiana invade aplicação de comunicações Ghost

A polícia australiana já realizou 38 detenções associadas a crimes descritos na app de mensagens encriptadas Ghost, além de detenções efetuadas em outros países como Itália, Suécia, Irlanda e Canadá

22/09/2024

Polícia australiana invade aplicação de comunicações Ghost

As forças de segurança australianas afirmaram que conseguiram entrar na app de mensagens Ghost, criada para criminosos se comunicarem através de mensagens encriptadas, resultando em dezenas de detenções.

O alegado administrador da aplicação de mensagens, Jay Je Yoon Jung, foi presente a um tribunal de Sydney na quarta-feira com acusações de apoiar uma organização criminosa e de lucrar através do produto do crime.

De acordo com o Comissário Adjunto da Polícia Federal da Austrália, Ian McCartney, as forças de segurança australianas efetuaram 38 detenções de suspeitos em rusgas em quatro estados, enquanto as agências de segurança efetuando detenções no Canadá, Suécia, Irlanda e Itália.

Alega-se que centenas de criminosos, incluindo crime organizado italiano, membros de gangues motociclistas, o crime organizado do Médio Oriente e o crime organizado coreano, recorreram à Ghost na Austrália e no estrangeiro de forma a importar drogas ilícitas e ordenar assassinatos”, refere McCartney.

 A polícia acusa que a aplicação desenvolvida por Jung é usada para mão criminosa desde 2017.

Num comunicado publicado pela polícia da Austrália é referido que o Coronel Florian Manet, que chefia o Departamento Técnico do Comando Cibernético Nacional do Ministério do Interior de França, afirmou que os seus agentes providenciaram recursos técnicos à equipa de intervenção durante vários anos que ajudaram a desencriptar as comunicações.

Com a ajuda de técnicos franceses, os técnicos australianos conseguiram modificar as atualizações de software regularmente disponibilizadas pelo administrador.

De facto, infetámos os aparelhos, o que nos permitiu aceder ao conteúdo dos dispositivos australianos” afirma McCartney, e explica que o alegado administrador vivia em casa dos pais e não tinha registo criminal.


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