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Com a crescente presença dos Large Language Models (LLM) em diversos ambientes de trabalho, o Model Context Protocol (MCP) tem-se consolidado como um elemento fundamental dos assistentes de Inteligência Artificial.
Por Gianpietro Cutolo, Cloud Security Researcher, Netskope . 05/02/2026
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O MCP funciona como uma interface universal que permite aos LLM ligarem-se facilmente a sistemas externos sem compreenderem o seu conteúdo. Em software e engineering, acelera a automação de tarefas e facilita workflows diários como o onboarding de utilizadores, o resumo de emails ou o agendamento de eventos. Embora o MCP ofereça vantagens ao nível da integração, também aumenta a superfície de ataque ao delegar confiança em produtos, logs e servers. Isto permite que os cibercriminosos explorem a sua flexibilidade e credulidade, levando os produtos MCP a aceitarem informação sem verificar a sua legitimidade. Neste processo, os adversários já não precisam de comprometer o próprio modelo. Em vez disso, exploram as camadas de construção de contexto acumuladas pelo MCP: metadata, descrições e o response flow das ferramentas que os LLM assumem como “verdades” fidedignas. Exploits que estão a ganhar relevância Tendo em conta estas estratégias, observamos a consolidação de certos tipos de ataques que os frameworks de segurança tradicionais não conseguem mitigar de forma direta.
Passos práticos para uma defesa Zero Trust Uma defesa eficaz deve aplicar princípios de Zero Trust às ferramentas, verificação criptográfica, monitorização de comportamento e isolamento rigoroso dos servidores MCP. Eis cinco formas de o fazer:
O primeiro passo para assegurar integrações MCP seguras passa por compreender o papel dos assistentes de IA no ecossistema digital. Um MCP executa todas as instruções que são injetadas no seu contexto. A adoção de uma estratégia de defesa multicamada baseada em Zero Trust — que inclua auditoria de origem, barreiras de proteção, isolamento, permissões mínimas e análise de risco — permite que a integração de LLM gere valor para a organização, em vez de introduzir novos vetores de risco.
Conteúdo co-produzido pela MediaNext e pela Netskope |