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Maioria das PME europeias não têm estratégia de cibersegurança

Estudo afirma que apenas 29% das PME europeias dispõem de uma estratégia sólida de cibersegurança

03/11/2025

Maioria das PME europeias não têm estratégia de cibersegurança

A maioria dos responsáveis pela cibersegurança em Pequenas e Médias Empresas (PME) na Europa reconhece não estar suficientemente preparada para proteger as suas empresas. Cerca de dois terços (65%) afirmam ter uma estratégia que funciona melhor no papel do que na realidade, ou que se limita a um conjunto de objetivos pouco interligados.

Além disso, algumas PME admitem ter lacunas mesmo em aspetos básicos de cibersegurança: 33% reconhecem que precisam de melhorar a sua preparação para responder e resolver incidentes. Esta falta de estratégia aplicável e de conhecimentos deixa muitas PME sem proteção real e vulneráveis a ciberataques. Estes são alguns dos dados do último relatório da Kaspersky “How cyberattackers are targeting SMBs in Europe and Africa in 2025”.

Na Europa, as PME carecem de conhecimentos adequados e de uma estratégia consistente para se protegerem. De acordo com o relatório, apenas 29% afirmam ter uma estratégia de cibersegurança totalmente implementada. Em geral, cerca de dois terços (66%) reconhecem que a sua abordagem atual é uma estratégia parcial, teórica ou, diretamente, um conjunto de objetivos sem um plano real.

Concretamente, 48% afirmam que, embora a sua estratégia esteja pensada, ainda não está totalmente em vigor, enquanto 18% admitem que apenas trabalham em torno de objetivos. Estes números evidenciam uma lacuna generalizada entre o planeamento estratégico e a sua implementação no dia a dia, uma lacuna que provavelmente se traduz em fraquezas estruturais nas operações diárias de cibersegurança das PME.

A falta de uma estratégia sólida tem consequências reais. A recente análise sobre ataques a PME na Europa mostra que este tipo de organizações está a ser um alvo prioritário precisamente devido às suas lacunas em termos de planeamento e proteção. Entre janeiro e abril de 2025, a Áustria concentrou 40% dos ataques detetados, seguida pela Itália (25%) e Alemanha (11%). Estes números refletem uma tendência clara: as PME que não têm uma estratégia aplicável e recursos especializados são as mais vulneráveis. Esta lacuna entre o planeamento e a prática traduz-se numa menor confiança dos responsáveis de IT nas suas próprias capacidades e ferramentas.


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