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A nova funcionalidade da plataforma Falcon utiliza agentes de IA para simular ataques, identificar combinações de vulnerabilidades que permitem comprometer ativos críticos e validar a eficácia das correções. A solução está disponível em acesso antecipado para clientes selecionados
05/11/2026
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A CrowdStrike apresentou o Agentic Adversary Emulation, uma nova funcionalidade da plataforma Falcon que utiliza Inteligência Artificial (IA) para simular o comportamento de ciberatacantes e identificar caminhos de exploração nas infraestruturas empresariais. A solução, anunciada durante o evento Fal.Con Europe 2026, em Barcelona, recorre à tecnologia SafeMind para automatizar testes ofensivos de segurança, recomendar medidas de mitigação e verificar se as vulnerabilidades identificadas foram efetivamente corrigidas. Ao contrário das abordagens centradas na identificação individual de vulnerabilidades, o Agentic Adversary Emulation procura determinar de que forma diferentes falhas de segurança podem ser combinadas para permitir o acesso a sistemas e dados críticos. A tecnologia analisa vulnerabilidades, configurações incorretas e fragilidades na gestão de identidades, procurando reproduzir as sequências de ações que um atacante poderia executar para comprometer uma organização. Segundo a CrowdStrike, a solução permite realizar este processo de forma automatizada, desde a identificação de um caminho de ataque até à validação das medidas de correção. Depois de detetar uma sequência de exploração potencialmente viável, a plataforma identifica as intervenções prioritárias e volta a executar a simulação para verificar se o caminho anteriormente identificado continua disponível. “O adversário que utiliza agentes de IA consegue operar a uma velocidade e escala que nenhum ser humano consegue igualar. Estamos a falar de falhas que poderiam ser evitadas, mas que continuam por resolver”, refere, em comunicado, Adam Meyers, Head of Counter Adversary Operations da CrowdStrike. O responsável considera que a automatização dos testes ofensivos pode ajudar as equipas de segurança a identificar e corrigir estas fragilidades antes de serem exploradas por atacantes. Agentes de IA simulam ataques em ambientes controladosA nova funcionalidade é suportada pelo SafeMind, uma família de modelos de IA especializados em segurança, desenvolvidos pela CrowdStrike a partir de telemetria recolhida pelos sensores Falcon, informação sobre ameaças classificada por especialistas e conhecimento das equipas de investigação e resposta a incidentes. Um dos principais componentes da solução é o Red Tempest, modelo de IA ofensiva concebido para reproduzir o comportamento de um atacante autónomo. Segundo a empresa, o sistema consegue coordenar milhares de etapas de exploração, combinar diferentes fragilidades e adaptar as suas ações aos mecanismos de defesa encontrados. Os testes são realizados em ambientes controlados e mediante autorização dos clientes. A tecnologia utiliza também informação da CrowdStrike sobre mais de 290 grupos e agentes de ameaça monitorizados, bem como dados relativos a novas vulnerabilidades e técnicas de ataque. Esta informação é combinada com o contexto específico de cada organização, recolhido através da plataforma Falcon, para orientar as simulações e identificar os caminhos de exploração considerados mais relevantes. A CrowdStrike sustenta que os testes de penetração realizados pontualmente e as avaliações periódicas de segurança podem não ser suficientes para acompanhar a velocidade com que os atacantes conseguem identificar e explorar fragilidades. A empresa defende, por isso, uma abordagem de avaliação contínua, na qual os testes ofensivos são utilizados não apenas para descobrir vulnerabilidades, mas também para verificar a eficácia das medidas de proteção. Como exemplo da evolução destas ameaças, a CrowdStrike refere um caso documentado no seu relatório “2026 Agentic AI Campaign”, no qual um agente de IA terá conseguido explorar uma vulnerabilidade inicial, obter privilégios de administração de um cluster e exfiltrar 726 bases de dados, sem intervenção humana durante a execução do ataque. O caso é apresentado pela empresa como demonstração da capacidade de agentes de IA para encadear diferentes etapas de exploração. Plataforma procura automatizar correção e validaçãoUma das características centrais do Agentic Adversary Emulation é a integração entre a simulação ofensiva e os mecanismos de proteção da plataforma Falcon. Depois de identificar um caminho de ataque, a solução procura determinar quais as medidas que podem interromper a sequência de exploração, dando prioridade às intervenções com maior impacto na proteção dos ativos críticos. As recomendações podem incluir a aplicação de atualizações de segurança, alterações de configuração, implementação de controlos compensatórios ou criação de novas regras de deteção. O objetivo é permitir que as equipas de segurança concentrem os esforços nas fragilidades que representam um risco efetivo de comprometimento, em vez de tratarem todas as vulnerabilidades identificadas com a mesma prioridade. Após a aplicação das medidas, o modelo Red Tempest volta a executar a simulação para verificar se o caminho de ataque foi interrompido. Esta abordagem procura estabelecer um ciclo contínuo de identificação, mitigação e validação, reduzindo a distância entre a descoberta de uma vulnerabilidade e a confirmação de que deixou de poder ser explorada através da sequência testada. A CrowdStrike considera que esta integração entre capacidades ofensivas e defensivas constitui uma diferença face a ferramentas que se limitam a identificar fragilidades. No entanto, a eficácia da abordagem dependerá da capacidade de reproduzir cenários de ataque relevantes e de validar as correções nos ambientes específicos de cada cliente. O Agentic Adversary Emulation está disponível em acesso antecipado para clientes selecionados, através de parceiros do programa Project QuiltWorks. A CrowdStrike não divulgou uma data para a disponibilização geral da funcionalidade nem informações sobre preços ou condições comerciais. |