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Um estudo da WatchGuard revela que 91% das organizações receiam ataques impulsionados por inteligência artificial e reforçam a procura por serviços geridos de segurança
23/05/2026
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A crescente sofisticação dos ciberataques impulsionados por Inteligência Artificial (IA) está a levar cada vez mais organizações a recorrer a fornecedores de serviços geridos (MSP) para reforçar a proteção das suas infraestruturas digitais, segundo um novo estudo da WatchGuard Technologies. O relatório mostra que 91% das organizações estão preocupadas com ataques potenciados por IA, numa altura em que as equipas internas de IT enfrentam dificuldades crescentes para acompanhar a complexidade e velocidade das ameaças atuais. Segundo os dados recolhidos junto de quase mil líderes de IT e cibersegurança em 20 países, 75% das empresas sofreram pelo menos um incidente de cibersegurança no último ano. Ao mesmo tempo, mais de metade das organizações admite não conseguir garantir monitorização e resposta contínuas 24 horas por dia, sete dias por semana. O estudo conclui que a pressão operacional está a acelerar uma mudança estrutural no mercado, com as empresas a abandonarem modelos tradicionais de segurança “do it yourself” em favor de serviços externos contínuos. Atualmente, 48% das organizações já recorrem a MSP para complementar as equipas internas de segurança. Segundo Joe Smolarski, CEO da WatchGuard Technologies, “não estamos perante uma lacuna de competências, mas sim de capacidade”. O responsável considera que muitas organizações já não conseguem “monitorizar, detetar e responder à velocidade e escala exigidas atualmente”, criando uma oportunidade crescente para os MSPs assumirem um papel estratégico na cibersegurança. A IA surge também como um fator de transformação nos critérios de compra de soluções de segurança. Segundo o estudo, 44% das organizações estão dispostas a pagar mais por soluções de deteção e resposta suportadas por IA. As empresas procuram cada vez mais serviços capazes de reduzir tempos de resposta, prevenir ameaças de forma proativa e simplificar operações de segurança. O relatório mostra ainda que quase metade das organizações já vê os fornecedores de cibersegurança como consultores estratégicos e não apenas como prestadores de suporte técnico. Apesar das diferenças regionais nos modelos de adoção, as prioridades convergem globalmente: monitorização contínua, capacidades de IA, rapidez de resposta e apoio no cumprimento regulatório. A WatchGuard destaca também que a cibersegurança continua a ganhar peso estratégico nas organizações, mesmo num contexto económico desafiante. Segundo o estudo, 75% das empresas esperam aumentar os orçamentos de cibersegurança nos próximos dois anos. A empresa considera que esta evolução confirma uma mudança estrutural no mercado, onde a cibersegurança deixa de ser encarada como um investimento pontual para passar a assumir-se como uma necessidade operacional permanente. |