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NIS2: por onde começar e o que não pode falhar

A transposição da diretiva NIS2 para o ordenamento jurídico português está concluída. Para centenas de empresas, o momento de agir é agora, não daqui a seis meses. O que está em causa não é apenas a conformidade com uma obrigação legal.

Por Elizabeth Alves, Sales Manager, Exclusive Networks Portugal . 02/12/2025

NIS2: por onde começar e o que não pode falhar

É a continuidade do negócio, a confiança dos clientes, a resiliência de sistemas críticos e a capacidade de responder a uma nova era de ciberameaças.

Agora a dúvida, para muitas organizações, é por onde começar. E é aqui que a abordagem faz toda a diferença.

Primeiro passo: olhar para dentro e para fora

A NIS2 exige muito mais do que tecnologia. Implica uma avaliação séria dos processos internos, dos ativos digitais, das pessoas e dos serviços prestados e contratados.
As obrigações aplicam-se tanto às empresas como às entidades externas que lhes prestam serviços: prestadores de IT, operadores, fornecedores de software e integradores. Ignorar essa dimensão pode comprometer toda a cadeia.

Por isso, o primeiro passo deve ser sempre um mapeamento completo:

  • Quais os processos que suportam as operações críticas?
  • Que tecnologias estão em uso e que lacunas existem?
  • Que acessos existem, e quem os tem?
  • Há registo e controlo dos dispositivos ligados à rede?
  • A empresa está preparada para reportar incidentes num prazo máximo de 24 horas?

Responder a estas perguntas exige consultoria especializada, um plano estruturado e, em muitos casos, uma auditoria inicial. Só depois disso faz sentido priorizar investimentos.

Neste momento, estamos já a apoiar várias empresas, tanto clientes finais como integradores, na construção do seu plano de resposta à NIS2. Por termos uma visão completa do ecossistema, desde os fabricantes às necessidades reais do terreno, conseguimos ajudar a transformar os requisitos legais num plano de ação concreto, faseado e realista”, sublinha Elizabeth Alves, Sales Manager, Exclusive Networks Portugal.

Quais as soluções tecnológicas mais urgentes?

Com a NIS2, algumas das “antigas” boas práticas recomendadas passam a ser obrigatórias. O exemplo mais claro é o duplo fator de autenticação, que deixou de ser um extra técnico para se tornar um requisito legal. O mesmo se aplica à gestão de acessos privilegiados, que exige registos, validação e supervisão contínua.

A gestão de identidades, o controlo de acessos a infraestruturas, e a visibilidade sobre colaboradores e terceiros são hoje áreas críticas. Não só para evitar intrusões, mas também para prevenir exfiltração de dados, seja por erro humano ou ataque direcionado.

A deteção precoce de incidentes e a capacidade de resposta imediata, com soluções como SIEM, EDR ou XDR, são também exigências claras da diretiva. Assim como a existência de mecanismos de backup e recuperação de dados, essenciais para garantir continuidade operacional em caso de ataque.

A proteção do email, que continua a ser um dos principais vetores de ataque às organizações, é também uma prioridade reforçada pela NIS2. Tecnologias como as da Palo Alto Networks e da Proofpoint, disponíveis no portefólio da Exclusive Networks, permitem detetar tentativas de phishing, prevenir acesso a links maliciosos e proteger dados sensíveis, mesmo em contexto de ataque dirigido.

Outro aspeto frequentemente descurado, mas essencial, é a sensibilização dos colaboradores. A NIS2 sublinha a importância de desenvolver uma cultura de segurança sustentada e adaptada ao grau de exposição de cada função dentro da organização.
Soluções como as da Proofpoint permitem implementar campanhas de awareness ajustadas ao perfil de risco de cada utilizador, com conteúdos progressivos e avaliação de impacto, uma abordagem fundamental para envolver toda a organização e reduzir o fator humano como ponto de entrada para ataques.

Soluções como as da One Identity, disponibilizadas em Portugal pela Exclusive Networks, respondem a estas necessidades. Permitem que as empresas controlem e auditem o acesso de cada utilizador e dispositivo, com políticas ajustáveis à realidade de cada organização.

A nova fronteira do controlo: da rede ao comportamento

A NIS2 obriga as empresas a olharem para a sua infraestrutura com um grau de exigência superior.
Já não basta segmentar redes em zonas funcionais, é necessário microsegmentar com base em utilizadores, aplicações, dispositivos e comportamento.

Isto implica isolar partes da rede com regras dinâmicas, impedir movimentos laterais em caso de intrusão e garantir que só acede a cada recurso quem realmente deve aceder.

É nesta lógica que entra a microsegmentação comportamental, um modelo que permite reduzir drasticamente a superfície de ataque sem impacto na operação.
A Zero Networks, cuja tecnologia é disponibilizada em Portugal através da Exclusive Networks, permite aplicar esta abordagem de forma automática, sem agentes e com integração nativa em ambientes Microsoft. É uma solução que responde diretamente à necessidade de controlo granular e simplificação operacional, duas exigências reais da diretiva.

Mas os riscos não se limitam às redes empresariais tradicionais. A NIS2 também reforça a necessidade de monitorizar redes industriais, dispositivos IoT e ambientes OT, muitas vezes deixados à margem das estratégias de cibersegurança.

Inventariar os dispositivos conectados, detetar anomalias em tempo real e impedir que uma falha local se transforme num incidente sistémico são exigências claras da diretiva, e que requerem visibilidade total.

É neste contexto que soluções como as da Nozomi Networks, também representadas pela Exclusive Networks, asseguram observabilidade contínua, deteção precoce de ameaças e segmentação adaptada à lógica industrial.

IA e NIS2: mais inteligência, mais responsabilidade

A NIS2 não refere explicitamente a inteligência artificial. Mas para as empresas que já utilizam IA nos seus sistemas, seja para automação de resposta, análise de risco ou suporte à decisão, os princípios da diretiva aplicam-se integralmente.

A IA pode ser uma aliada poderosa, ajudando a detetar anomalias, acelerar respostas e filtrar ameaças. Muitas das soluções representadas pela Exclusive Networks, de fabricantes como Palo Alto ou SentinelOne, integram motores de IA avançados para aumentar a eficácia da proteção em tempo real.

Mas ao mesmo tempo, o uso de IA introduz novas camadas de risco.
Sempre que se utilizam modelos próprios ou se aplicam algoritmos de machine learning a dados críticos, surgem exigências claras:

  • Garantir a segurança e auditabilidade da informação processada;
  • Evitar que dados sensíveis sejam usados ou expostos indevidamente;
  • Controlar como a IA decide e com base em que fontes;
  • Integrar mecanismos de verificação humana e explicabilidade.

​A Exclusive Networks, com a Palo Alto Networks, tem soluções pensadas para este tipo de cenários, permitindo controlar o uso de IA, garantir conformidade e minimizar riscos reputacionais e operacionais.

Apoio de um parceiro no processo

Muito do trabalho exigido pela NIS2 implica decisões estratégicas, e não apenas técnicas. Por isso, mais do que soluções isoladas, o que muitas empresas procuram é um parceiro com capacidade para apoiar o processo desde a análise inicial até à implementação coordenada.
É neste ponto que a Exclusive Networks tem vindo a assumir um papel cada vez mais relevante no mercado português, apoiando organizações na definição de prioridades, no alinhamento com os requisitos legais e na integração das soluções mais ajustadas à realidade de cada estrutura.

Estamos a acompanhar organizações de vários setores no processo de adaptação à NIS2, desde as fases iniciais de análise até à integração de soluções. O nosso portefólio é vasto e inclui fabricantes com tecnologias que cobrem todos os domínios da diretiva, o que nos permite ajudar cada empresa a construir uma resposta eficaz, sem complicações nem soluções desajustadas à realidade”, diz Elizabeth Alves, Sales Manager, Exclusive Networks Portugal.

Com um portefólio que reúne fabricantes como SentinelOne, One Identity, Palo Alto, Nozomi ou Zero Networks, a empresa atua como facilitadora de uma resposta coordenada à diretiva, disponibilizando tecnologias que permitem cumprir os princípios da NIS2, sem comprometer a simplicidade operacional ou a escalabilidade dos sistemas.

Para muitas organizações, esta capacidade de cruzar consultoria, tecnologia e suporte tem sido um fator decisivo para garantir que a conformidade se traduz, também, em resiliência e continuidade.

 

Conteúdo co-produzido pela MediaNext e pela Exclusive Networks


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